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domingo, 4 de junho de 2017

É que, na verdade, eu preciso desabafar...

Sei que cada um é cada e que nós todos temos motivos diferentes para tomar uma mesma atitude, ou ter uma mesma escolha, como ser Au Pair, por exemplo.
Uns pelo inglês, outros para fugir, alguns porque é a forma mais barata de ir para fora e ficar um longo período, outros para fazer um curso legal, alguns para viajar, outros para casar, tem quem vá sem perspectiva alguma até. E mesmo que tenhamos algumas motivações parecidas, ninguém vai exatamente pela mesma razão.
Eu fui para melhorar o inglês, fazer um curso bacana para melhorar o meu currículo e viajar, esses eram os meus motivos. E em momento algum eu cogitei a ideia de não voltar para o Brasil, nunquinha. Para mim sempre foi passageiro, um capítulo, uma fase. O meu lugar no mundo era o Brasil, eu pensava
Estava ansiosa para voltar, e como estava. Por mais que estivesse vivendo, vendo e aprendendo tudo aquilo, me sentia parada, entendem? Pois não estava investindo na minha casa própria, não tinha emprego na minha área com carteira assinada, longe do lugar que chamava de meu, me senti "parada" durante 18 meses, acreditem...
Fato é que: EU VOLTEI! E me senti muito feliz em estar de volta. Já até comentei que tive a estranha sensação de nunca sequer ter saído do Brasil um dia, e foi real. Eu sentia como se tudo que eu vivi nos EUA não fosse nada além de um fruto da minha imaginação. Era como se eu tivesse "pausado" tudo e todos no Brasil e daí, assim que eu cheguei de volta, foi só "dar play" de novo que tudo voltou a ser como era antes. Louco isso né? Eu também achava. Aliás, era uma sensação muito estranha, muito muito estranha...
O tempo foi passando, a mesmice foi me cansando. Familiares e amigos são os mesmos, graças a Deus, mas talvez eu tenha mudado. Na realidade, tenho certeza que mudei, só não sabia que tanto. É sempre bom estar com quem amo e fazendo o que gosto, como comendo uma boa comidinha, curtindo uma música, dando boas risadas, tomando uma gelada ou apenas passando algumas horas colocando a conversa em dia.
Mas calma, no geral, isso é tudo que importa? O que importa para mim realmente importa para os outros? O que eu tenho feito para ser feliz? Tenho feito as coisas pensando em mim ou nos outros? Baseado no que eu tenho tomado as minhas decisões? O que é que me faz feliz?
A tal da casa própria, é mesmo o meu sonho ou seria do meu pai? A carteira assinada é pretensão minha ou da minha mãe? Construir a minha vida no lugar onde nasci, independente de tudo, é mesmo a melhor e única opção que tenho? Essa ideia de uma vida estável partiu de quem?
Eu não acho errado ouvir e seguir conselhos de pessoas que nos amam e querem o nosso bem, não acho incorreto fazer algo com base em experiências de outras pessoas. Mas acho errado fechar totalmente os olhos para o nosso próprio coração e nossas vontades para agradar o próximo. Abrir mão de certas coisas para ter uma relação saudável com as pessoas ao nosso redor é muito diferente de deixar de ser feliz para satisfazer o próximo, e cabe a nós saber separar essas duas coisas. Alguns possuem até uma inteligência emocional mais aguçada que outros, mas isso é algo que PODE e DEVE ser analisado e praticado dentro de nós mesmos.
Venho então, finalmente, desabafar que sim, eu mudei totalmente o meu pensamento e que, com certeza, isso só aconteceu porque eu voltei para o Brasil e pude sentir e entender tudo isso com a vivência.
Por mais difícil que seja morar com estranho, também não é fácil voltar para a casa dos pais. Por mais desgastante que seja cuidar de crianças, eu estou para conhecer alguém que não se desgaste sentado na cadeira do escritório umas 8 horas por dia. Estar longe de tudo e todos que conhecemos é bem difícil, mas conhecer e aprender o novo nos dá um prazer imenso.
Eu ainda não encontrei a plenitude, e talvez nem chegue ao 100%, mas eu abri meu pensamento e meu coração e, a Larissa que sou hoje, talvez curtisse a experiência como Au Pair de forma diferente a primeira, ainda que a primeira tenha sido perfeita, ao meu ver.
Se eu fosse aplicar para o programa hoje, eu viveria a experiência com mais intensidade, pensando mais no hoje e deixando de me preocupar com um futuro no Brasil que sequer tenho controle. Porque cá estou, sem casa, carro, carteira assinada, pós gradução, marido ou qualquer coisa do gênero. Então te pergunto, até onde temos o controle da nossa própria vida?
Estou feliz, mas já não acredito que a minha felicidade seja baseada naquilo que pensava que era, e acho que isso é bom, e vocês?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

E a balada nos EUA, como é?

Outro dia, enquanto eu curtia o meu pagodinho entre amigos, me peguei sentindo saudade das baladas americanas. Pois é meus caros leitores, sau-da-de das baladas de lá! E as baladas lá foram algo que me surpreenderam, nem para o ruim, nem para o bom, apenas se mostraram diferente do que eu esperava, eu acho. E hoje vou contar para vocês como, mais ou menos, elas são e funcionam...
Eu entendo que, em cada estado e cidade, as baladas sejam diferentes. Diferentes em vários aspectos, músicas, público, horário, drinks... Os estados são bem diferentes entre si, culturalmente falando, e isso implica em diversos fatores, como comidas, por exemplo, e o mesmo vale para baladas.

💃🏻 DANÇAR = SIMULAÇÃO DE SEXO
E isso realmente me chocou, aliás, eu vim embora não aceitando esse "jeitinho americano" de dançar nas baladas. Parece dança do acasalamento. E o pior disso tudo é que a mulher geralmente fica esfregando a bunda no cara a noite toda, eles não se beijam, e quando a balada acaba vai cada um para a sua casa e eles nunca mais se falam... Tipo, oi?

💋 RARAMENTE PESSOAS SE BEIJAM
As vezes, beem as vezes, depois da tal dança do acasalamento, casais se beijam. Mas é BEM RARO que isso aconteça, porque não é "culturalmente aceitável" beijar em público nos EUA, e é muito difícil encontrar um casal se beijando. E se acontecer, se rolar beijocas depois da dancinha sensual, sí sim, muito provavelmente, aquele casal vai passar a noite juntos, se é que me entendem.

✋🏼 AS 2 DA MANHÃ VOCÊ É EXPULSO
Salvo raras exceções, como Las Vegas, New York City e Washington DC, por exemplo, as baladas vão se encerrar as 2 da manhã, e é bom que você esteja preparado para sair, porque eles são bem pontuais e vão acabar te empurrando para fora. O bom é que as baladas de lá não trabalham com comenda, você paga e bebe, então não vai se preocupar em pegar uma fila no final da noite, né?

🚫 VOCÊ TEM 21 ANOS?
Recentemente eu compartilhei com vocês a minha opinião sobre ir para os EUA com menos de 21 anos, e aqui encontra-se algo que, quase sempre, você não poderá curtir se for menor de 21 anos de idade nos EUA. Alguns barzinhos e restaurantes, só por venderem bebidas alcoólicas já não vão liberar a entrada de menores, e nem adianta tentar ou insistir, lei é lei por lá!

🎶 AS MÚSICAS NÃO VARIAM
E o que você geralmente vai ouvir é Hiphop e Pop. Eu sentia que estava ouvindo rádio na balada, porque sempre estavam tocando as músicas do momento somados a alguns hits famosos mais antigos. Mas isso varia culturalmente, e eu já fui numa festa onde tocava música country e em uma outra que tocava música eletrônica, só eletrônica. Mas no geral, meus caros, não vai ter muita variedade não.

👯 DANCINHAS
Não se surpreenda se, do nada, todo mundo começar a dançar igual quando uma música específica começar a tocar na balada. Existem alguns hits que são famosos e queridos pelos americanos, e a coreografia é, muito provavelmente, conhecida há gerações, cultural, entendem? Então, se uma delas começar a tocar, você verá todos se unindo e dançando juntos, e eu acho super engraçado.

🍺 ASSUNTO: BEBIDAS ALCOÓLICAS
As bebidas alcoólicas devem ser consumidas dentro dos estabelecimentos, e nem na área de fumantes você poderá levar o seu drink. O único lugar nos EUA onde a bebida é liberada em qualquer lugar é Las Vegas, e essa é a razão de americanos "enlouquecerem" de alegria quando vão para lá. Por isso que nos filmes nós vimos a galera segurando a bebida dentro de um saquinho de papel, sabem? Para mim, que morava na praia, sempre foi muito frustrante não beber uma cervejinha a beira mar...

‼️ SEGURANÇAS RIGOROSOS
Se você decidir fazer um esquenta antes de ir para balada, tome cuidado e não deixe que o segurança note sua alteração (caso haja), pois você pode ser banido de entrar na balada. E se, já dentro da balada, algum segurança notar que você está meio que "exagerando" na bebedeira, você será colocada para fora antes que haja um incidente. E não tente ir contra a vontade dos seguranças viu? Eles são MUITO estúpidos, em sua grande maioria, e vão te arrastar (literalmente) para fora do lugar.

💸 É DE GRAÇA!!!
O melhor das baladas americanas é que, a não ser que haja algum show, você não pagará nada para entrar no estabelecimento, e se não curtir a música e a vive, não se sentirá culpado em deixar o lugar e tentar outro porque pagou caro para entrar, e eu fiz isso diversas vezes enquanto estava lá.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

4 meses no Brasil já? Como vão as coisas? Novidades?

Aquela do meu aniversário...
Pois é, o tempo voa em qualquer lugar do mundo, voava lá e tá voando aqui... E sim, já se passaram 4 meses desde que estou de volta ao Brasil, dá para acreditar? Não houveram muitas mudanças desde o primeiro mês, mas vou falar como tudo está e como eu estou.
Uma coisa que todo mundo sempre me pergunta é sobre a adaptação e a saudade. E eu vou ser bem sincera, desde que eu pisei em São Paulo a sensação é de que eu nunca deixei o país, nunquinha... 
Aquela do reencontro da galera do Fundamental...
Parece que tudo o que vi e vivi nos EUA foi sonho, fruto da minha criativa imaginação. E não, não estou brincando. É como se as memórias dos 18 meses de intercâmbio não fossem físicas...
Eu não sei se é comum ter esse tipo de sensação, e confesso que nos dois primeiros meses eu me preocupava, porque eu não queria morrer de saudade de lá e sofrer com isso, mas também não queria que tudo parecesse tão surreal, sabe? Hoje eu superei...
O lado bom disso tudo é que, literalmente, nada mudou por aqui. Alguns casamentos, gravidezes, términos de namoro, mudanças... Mas no geral, NADA MUDOU. E como eu sou feliz por não ter mudado. Meu maior medo era esse! 
Aquela do reencontro da galera do Ensino Médio...
Eu realmente pensava que um ano era muito tempo e que tudo mudaria, imagina um ano e meio... Mas aí é que tá, tudo que eu tenho de mais especial na vida já criou raízes bem profundas, e para quebrar é preciso MUITO. Família é família, e se ela já não tem uma raiz forte desde o início, dificilmente algo mudará... A minha é maravilhosa e muito próxima, mesmo com as pequenas desavenças. E é muito bom estar com eles.
Agora, falando de amizade, os meus amigos são meus amigos há mais de 10 anos, salvo raras exceções. Mas já passamos POR MUITA COISA juntos, momentos bons e ruins, e estamos firmes. O que me faz acreditar que as chances de que um dia isso mude seja praticamente nula, e isso faz de mim MUITO abençoada.
Aquelas que eram seus grudes no Colegial...
Outra coisa que pode ter influenciado nessa sensação louca é o fato de que eu eu NUNCA tive intenções de morar nos EUA. Acredito que, por conta disso, o meu subconsciente tenha trabalhado MUITO bem em cima disso para que eu não sofresse quando voltasse. E se meu subconsciente realmente fez isso, serei grata a ele para o resto da vida, porque facilitou demais a minha readaptação, e sei disso porque tenho amigas que não tiveram tanta facilidade assim...
Mas calma lá, eu não sou tão de ferro assim não. Posso não ter chorado de saudades, mas já comecei a senti-la sim, ok? Essa época do ano foi muito especial para mim enquanto estive lá. Aniversários meu e da minha hostfamily, Halloween, Thanksgiving, Natal... Todos esses momentos foram muito especiais e inesquecíveis, o que despertou SIM uma saudade BEM apertadinho de lá, da minha hostfamily e das amizades que fiz lá!
Aquelas que há 10 anos te acompanham...
Falando nisso, venho compartilhar com vocês que pretendo MUITO viajar para lá em setembro do ano que vem. Pois é, já! Para quem não sabe, a minha hosta teve mais um bebê e ele nasceu em setembro, sendo assim, estou me planejando para visita-los na época do primeiro aniversario do bebê. Porque assim já consigo ver toda a família, participo de um evento que sei que é bem bacana (porque eu estava no primeiro aniversário do meu kid mais novo), e ainda por cima consigo visitar os meninos perto do aniversário deles também, já que um faz em agosto e outro em outubro.

Mudando um pouquinho de tópico, venho dizer-lhes que não, eu ainda não estou empregada. Mas estou tranquila com relação a isso. É obvio que eu preferia estar encaminhada, já pensando numa pós, sabendo onde vou morar no próximo ano... Mas a situação no Brasil não é boa e eu já esperava que isso fosse acontecer. 

Aquelas que dançaram na sua festa de 15 anos...
Consegui fazer uma graninha dando aulas de inglês, e foi bom que me distraiu um pouco. Também decidi fazer um curso de curta duração no SENAC, de redação empresarial, e já me deu um up com relação àquela sensação de se estar sem fazer nada sabe?
O lado bom disso é que vou poder viajar nesse final de ano. Tenho visto MUITO meus amigos. E me sinto muito feliz por estar de volta nessa época, já que houveram diversos reencontros de antigas escolas e vi pessoas que não via há 10 anos. E cada vez que participo de algum evento, aniversário, churrasco ou algo do gênero, fico imaginando como seria a sensação terrível que seria acompanhar as fotos e snaps de longe...
Aquela que foi presente de intercâmbio...
Outra coisa que faz qualquer desemprego valer a pena é ter tido a oportunidade de comemorar o meu aniversário por aqui. Entra familiares e amigos, e nada me deixa mais feliz do que isso...
Vou para um chácara no ano novo e já estou muito feliz de saber que verei todos vestindo branco e que a viagem será regata de sol e cerveja, porque olha, ô coisa estranha passar o ano novo na maior friaca da vida e com todos vestindo preto, hahahahahah...
Mas o melhor ainda está por vir... Carnaval!!!! Porque ano novo com frio é ok, levando em consideração que, PELO MENOS, existe ano novo. Mas e o Carnaval que lá é em outra data e meio diferente? Então... Pois eu amo verão, amo Carnaval, amo praia e cerveja, e passei os últimos 2 fora do país, então me aguardem porque esse ano vai ser diferente, e eu vou pro Rio!
Aquela que foi presente da Faculdade...
E por falar nisso, quase me esqueci, vocês lembram da Janaina? A minha amiga que conheci durante a minha primeira viagem lá no começo do intercâmbio? Aquela primeira vez que fui para San Francisco? E que depois ela e eu fizemos mais umas 5 viagens durante o nosso intercâmbio? Lembraram? Então, ela voltou para o Brasil também, e sabiam que ela mora 30 minutos da minha casa? Pois é! Vejo mais ela do que a minha própria irmã... E não poderia ser mais agradecida do que sou por um dia termos cruzado os nossos caminhos...
Bom, em resumo, é isso. Consegui começar a melhorar a minha alimentação e emagrecer os quilos que ganhei por lá... Tenho mandado bastante currículos e já tive algumas entrevistas... Converso com a minha hostfamily todo domingo via FaceTime...
Estou assistindo mais seriados do que já assistia antes... Mato saudade da minha família e dos meus amigos todos os dias... E estou muito feliz, realizada e esperançosa em estar de volta, ou seja, nada mudou, aqui É o meu lugar! E ai... Como é bom ir para o pagode e tomar uma Skol, hahahahahahah...

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Tópico: limpeza e organização

Enquanto escrevia o post sobre as minhas hostkids e compartilhava com vocês como era a minha rotina de trabalho, acabei me tocando de que nunca conversamos sobre limpeza, faxina, organização e coisas do gênero. E não porque eu não fazia, não, eu fazia e MUITO. Então decidi vir contar quais eram as minhas principais obrigações, como eu as realizava e as diferenças entre o Brasil e os EUA.
A minha hostfamily tinha dois grandes defeitos se tratando de faxina: nunca contratavam housecleaner e levavam a sério que tudo que era das crianças eram responsabilidade da Au Pair.
Para facilitar o entendimento de vocês, eu vou separar o post em três tópicos. Em um deles vou contar quais eram as minhas obrigações diárias, outro com as obrigações semanais e um outro com as obrigações quinzenais e mensais (as vezes sazonais).

📝 DAILY DUTIES:
Existiam algumas obrigações diárias, e por serem realizadas todos os dias se tornaram automáticas, espero lembrar de todas...
Logo cedo, eu trocava os meninos e já levava a roupinha deles para a lavanderia. Houveram momentos em que eu lavava roupa todos os dias, ás vezes acontecia de eu acumular e fazer dia sim e dia não, mas não passava de dois dias...
Outra coisa que eu fazia todos os dias era arrumar o playroom e os quartos, já que haviam brinquedos por todos os lados. Eu não me considerava "off" até que estivesse tudo em seu devido lugar, a cama arrumada, inclusive.
A louça era outra obrigação diária, meus hosts não suportavam a pia lotada. Então tudo que eu usava, ou eu lavava na pia (o que não podia ir para a máquina) ou eu colocava na máquina. E raramente a máquina de lavar louças ficava mais do que um dia sem ser ligada, então em 90% dos meus dias trabalhados eu tinha que enxugar e guardar as louças limpas...
Eu também lavava as mamadeiras e copinhos dos meninos todos os dias. Enquanto eles dormiam depois do almoço eu dava esse jeito na cozinha, louça e mamadeiras, todos os dias!
E por último, as privadas! Pois é, meus caros! Bom, levando em consideração que os meus hosts mal ficavam em casa e que, enquanto estavam, usavam a suíte do quarto deles, as outras privadas eram "minha responsabilidade". O que aconteceu foi que meu hostkid mais velho parou de usar fralda e começou a usar a privada, só que o xixi dele deixava a privada meio sujinha demais, e se passasse de um dia já secava e fedia, então eu limpava todos os dias...

📝 WEEKLY DUTIES:
Esses afazeres semanais vão parecer muitos, mas pensem, eu tinha 5 dias para fazê-los, então também já era automático, principalmente porque eu me impunha um calendário e fazia as coisas sempre no mesmo dia ou, pelo menos, tentava.
Na segunda-feira, por exemplo, eu lavava e trocava os lençóis, trocadores e toalhas dos meninos. Era um "dia de lavanderia", porque tinham roupas dos meninos do final de semana todo e eu já aproveitava e lavava mais coisas. Se eu passava o final de semana fora, ainda tinham as minhas, mas eu deixava pra fazer na terça-feira, por exemplo.
Uma coisa que eu geralmente fazia toda semana era tirar o lixo. Tínhamos latões de lixo no quintal e o lixeiro só vinha uma vez por semana, toda quarta-feira. Então, se era quarta e tinha lixo, mesmo que não estivesse transbordando, eu tirava e colocava no latão, já que o lixeiro só viria de novo em uma semana... E se o lixo tivesse transbordando, fosse o dia que fosse, eu também tirava.
Outro afazer semanal era lavar os humidificadores dos quartos dos meninos e o bottle warmer, que era um bagulhete que esquentava as mamadeiras em "banho maria". Como ambos utilizam de água para funcionar e estão diretamente ligados com a saúde dos meninos, era muito importante mantêm-los limpinhos...
Eu também limpava a cozinha uma vez por semana, na realidade, a área comum da casa (cozinha e sala de estar). Como já comentei acima quando falei dos banheiros, todo o resto da casa era, basicamente, utilizado por mim e pelos meninos, então, infelizmente fazia parte da minha obrigação manter tudo arrumadinho, né?
Eu também utilizava o horário da soneca para dar um jeito em tudo e geralmente fazia isso na sexta, sei lá, achava gostoso ficar off no final de semana com a sensação de que não ficou nada desarrumado ou para trás... Depois que lavava a louça, já aproveitava e passava um pano nas bancadas, limpava o fogão, dava uma geral na geladeira, varria e passava pano em toda a área e passava aspirador no tapete da sala...

📝 BIWEEKLY AND MONTHLY DUTIES:
Eu pegava toda semana do dia 15 de cada mês e tirava para fazer faxina, e tinha que ser a semana toda... Os meninos me ocupavam muito e eu não podia simplesmente deixa-los brincando e sair limpando a casa, já que eram pequenos...
Algumas vezes eu colocava um desenho no meu computador para eles assistirem, porque realmente NÃO TINHA OUTRO JEITO, mas acho que meus hosts nunca desconfiaram, já que era extremamente proibido deixa-los assistir alguma coisa...
O que eu fazia, então, era limpar um cômodo por dia. Na primeira casa, eram 3 quartos, meu e dos meninos, e dois banheiros, um meu e um deles. Se o quarto dos meninos fossem ambos no segundo andar, eu limparia tudo no mesmo dia, mas era um em cada andar, então nem tinha lógica querer limpar tudo no mesmo dia. Já na segunda casa, valia mais a pena passar o aspirador em todos os cômodos de uma vez só...
O que eu limpava no quarto deles: as persianas, sim, eu limpava as persianas, e as malditas eram sujas demais; tirava pó dos móveis, passava o aspirador, limpava e organizava os brinquedos dos quartos e lavava os cobertores, tapetes e bichos de pelúcia.
No banheiro: eu lavava as banheiras e os boxes, na cândida mesmo meus amigos; limpava as persianas, os espelhos e os brinquedos de banheira; lavava as pias, privadas, aspirava e passava pano no chão e lavava as toalhas e tapetes.
Também passava aspiradores no corredor comum da casa e na escada, já que era tudo carpete. Ah, e na lavanderia também, ficava cheia de pêlos e cabelos, e esse era outro cômodo que os meus hosts quase nunca usavam, já que mandavam tudo lavar na lavanderia...
Já a cozinha e a sala eu só fazia, mais uma vez, o que eu já fazia toda semana, nada além... E os tênis e crocs dos meninos eram coisas que eu sempre estava limpando também, e as cadeirinhas do carro e o carrinho.

📝 EXTRAS:
Eu tinha outras obrigações, mas elas não eram muito frequentes, o que não significa que não sejam importantes... Os brinquedos e as roupas dos meninos ficavam sob meus cuidados, não só na limpeza. Como assim?
Se eu percebesse brinquedos que eles já não brincam mais, ou que quebraram, ou que estão muito velhos, era minha obrigação coloca-los de lado. Sempre tinha uma sacola no closet de um deles para essa função. E trimestralmente a minha hosta fazia doação para uma ONG.
Com as roupas o esquema era exatamente o mesmo. As roupas do mais velho que iam ficando justas ou pequenas iam para uma caixa para que pudesse ser do mais novo quando as mesmas o servissem. As roupas do mais novo iam para uma outra caixa que, era doada, agora fica para o bebê. Também era minha obrigação pegar as roupas da caixa do mais velho e colocar em uso do mais novo.
Tinha uma caixa para cada idade. Até 6 meses, 12 meses, 18 meses, 2 anos, 3 anos, 4 anos... E por aí vai... Sempre achei bem legal esse perfil reciclável da minha hostfamily.

PRODUTINHOS DE LIMPEZA:
▪️ Vacuum Cleaner
Esse era exatamente o aspirador que os meus hosts tinham, tem a parte da frente, para limpar o chão, e no cabo também tem a parte do caninho, para limpar cantinhos e áreas menores, por exemplo...

▪️ Spray para limpeza de vidros e espelhos
Eram bem úteis e fáceis de usar, espirra e passa um paninho seco logo em seguida, pronto, estava limpo.

▪️ Detergente para lavar louças
Eu achava muito fofo o detergente ser da Palmolive, mas essa é a única diferença do nosso, nada alé, até as cores e os cheiros são iguais.

▪️ Spray de desinfetante com cloro
Era esse que eu usava nas pias, banheiras e privadas. Eu espirrava em tudo, deixava agindo uns 10 minutinhos, esfregava com esponja e enxaguava...

▪️ Lenços humedecidos com adição de cloro
Quer invenção mais incrível que essa? Eu usava para tudo! Até os crocs e brinquedos dos meninos eram tratados com essas wipes, tudo!

▪️ Limpador geral tipo o nosso Veja
Eu usava para limpar o fogão e a geladeira, por exemplo. Ou eu espirrava no pano e limpava, ou direto na peça, e o que minha hosta comprava era o de limão também...

▪️ Mop ou swab, sei lá, o nosso famosos esfregão
Não, não rolava rodo e pano, era esse negócio aí... Na parte de baixo tinha um paninho descartável que era só trocar quando acabava, nessa "garrafinha" ficava o desinfetante, e no topo do cabo tinha um botão que você apertava quando queria acionar o desinfetante. Espero que tenham entendido essa explicação.

▪️ Limpador de gabinetes, armários outros móveis de madeira
O próprio nome explica, é só aplicar e passar toalha de papel ou paninho seco logo em seguida... Nada de água na madeira galera!

▪️ Limpador de bancadas de mármore e similares
O nome explica tudo também. Era com esse produtinho que eu limpava as bancadas da cozinha... Sem erro, espirra, passa um pano úmido e limpo, pronto!

▪️ O tal do Blinds/Shutters Duster, ou seja, o espanador para limpar as persianas
Vai, agora a ideia de limpar as persianas nem parece tão medonha, né? Era só passar esse espanador de pó entre uma persiana e outra e estava limpo! Depois era só colocar a parte focinha do espanador na maquina de lavar...

▪️ Carpet Cleaning Machine
Parece um aspirador e funciona quase do mesmo jeito, só que com água. No compartimento de cima fica a água limpa com o desinfetante e no de baixo vai a água suja. Porque sim, o bagulho já lava e seca tudo de uma vez.

Em resumo é isso pessoal, espero que vocês tenham matado algumas curiosidades com esse post. Eu realmente fazia MUITA coisa. Algumas porque eram a minha obrigação mesmo e outras porque se eu não fizesse ninguém mais faria e eu moraria num chiqueiro...
Mas uma coisa é fato, eu sempre invejei Au Pairs que tinham faxineira em casa e nunca aceitei que a minha hf não tivesse. Mesmo que faxina nos EUA pareça fácil, o sangue brasileiro automaticamente te fará mais detalhista e limpa do que eles, vai por mim...
No final, de verdade, acabava virando tão rotineiro que nem cansava tanto. Sei que lendo deve parecer quase escravidão, ainda mais somado ao trabalho de se cuidar de duas crianças pequenas, mas eu sabia dividir bem os afazeres que, por exemplo, escrever na lista de mercado as coisas que iam acabando virava au-to-má-ti-co e nem parecia trabalho ou obrigação, se é que me entendem...

sábado, 29 de outubro de 2016

Eu, eu mesma e as minhas hostkids!

E hoje eu decidi falar deles, porque nenhuma viagem, compra, curso ou experiência foi melhor ou mais especial do que a oportunidade de viver e conviver com os meus tesouros.
Sempre prezei pela privacidade da minha hostfamily e não pretendo fazer diferente agora, porém, não acho justo com vocês deixar de compartilhar um pouco da minha rotina e dos meus 18 meses com as hostkids.
Cuidei de dois meninos, na realidade, dois bebês. Com a família do hosto de origem asiática, os meus pequenininhos têm os olhinhos puxados, o que faz deles dois ainda mais gostosos e lindos, na minha humilde opinião.
Quando cheguei lá o mais novo tinha 4 meses e o mais velho 2 anos (reparem a diferença de tamanho deles entre as fotos). Isso mesmo, dois bebês, como comentei anteriormente. E o fato de eles serem pequenos foi um fator positivo em diversos aspectos.
Eu sempre gostei e tive mais facilidade com crianças pequenas, já que a personalidade ainda está em formação e, na maioria dos casos, são mais fáceis de lidar. Também gostava muito da rotina, pois, já que eles não frequentavam a escola, eu trabalhava bastante durante a semana enquanto os pais trabalhavam e nunca sobravam horas para trabalhar aos finais de semana, nunca mesmo!
A minha rotina é quase sempre a mesma. Eu acordava cedo e logo pela manhã o mais novo acordava. Essa primeira hora do dia eu ficava só com o pequeno, dava a primeira mamadeira do dia, trocava a fralda e a roupinha dele, se fosse dia de laundry (que eu fazia dia sim e dia não) eu tirava a roupa de cama dele e brincava com ele até que fosse hora de acordar o maior, ou até que o mesmo acordasse.
Quando o mais velho acordava eu fazia basicamente a mesma coisa que fazia com o pequeno, dava o leite para ele e o trocava. A laundry era no andar superior, então eu aproveitava que estava no quarto dele (que era no mesmo andar) e já iniciava a lavação de roupa logo cedo.
Se eu fosse sair com eles para algum parque, passeio ou algo do gênero, já aproveitava para pegar uma jaqueta, meias e troca de roupas para deixar na mochila. Como os meninos não tinham muitas atividades (nenhuma, na verdade), eu procurava sair com eles todos os dias, cada dia para um lugar.
Logo em seguida eu descia com eles e servia o café da manhã, que era: cereal, waffle + applesauce, oatmeal com frutas, sanduíche de peanutbutter, torrada com manteiga ou panquecas. E, dependendo de onde iríamos, saíamos logo depois do café da manhã.
Às vezes almoçávamos na rua, ou em algum restaurante/lanchonete ou eu levava uma marmitinha, já que almoço americano é quase sempre um sanduba. Caso contrário, voltávamos para casa no horário do almoço e, depois do almoço, a hora mais feliz: SONECA.
Os meninos dormiam cerca de 2 horas, e enquanto eles tiravam a nap deles eu finalizava a laundry, lavava as mamadeiras, fazia comidinha de bebê, limpava o banheiro deles, organizava o playroom, almoçava... Enfim, dava uma geral em tudo.
Quando eles acordavam já era quase a hora dos meus hosts voltarem para casa, então eu dava um lanchinho para eles, geralmente uma fruta, brincávamos um pouco, geralmente líamos livros juntos, ou eu colocava música para eles dançarem, ou fazíamos pinturas e desenhos... Coisas do gênero, até que eu ficasse off.
As vezes acontecia de os hosts se atrasarem ou algum deles ter uma viagem a trabalho, quando isso acontecia a rotina mudava um pouco, mas no geral, era assim.

Agora eu vou falar um pouquinho de cada um e, com isso, tentar matar um pouquinho dessa saudade que bateu em mim nos últimos dias.
O mais velho é uma das crianças mais espertas que eu já conheci na vida, e por ser bem mais alto que as crianças de sua idade, se perdia no meio dos mais velhos. Quando cheguei ele ainda não falava e foi uma delícia ensinar e ver o quanto ele evoluía a cada dia, aprendendo desde todas as cores, até o nome de todos os dinossauros.
Também tive o prazer de assistir a evolução dele da mamadeira para o copo, das fraldas para a cueca e aprendendo a comer sozinho.
Por ter ganhado um irmão aos 2 anos de idade, ele sempre demonstrou certa carência, que era saciada com o mínimo. Sempre que eu podia, colocava o bebê para dormir 30 minutinhos antes dele só para passar um tempinho dando atenção só para ele. E quando íamos sair, eu sempre perguntava onde ele queria ir, ou o que queria comer, nas horas das refeições.
A personalidade dele é incrível! O animal favorito dele é porco, as cores favoritas são laranja e vermelho. Fascinado pelo pai, ele se apaixona POR TUDO que o pai apresenta. Adora Michael Jackson e Bruno Mars, camarão, frutas, bexigas, Tartarugas Ninjas, gelatina, Super-Heróis, macarrão, tratores e caminhões, Vila Sésamo, dinossauros, Disneyland e Star Wars.
Fácil de lidar, basta falar um vez e com firmeza que ele ouve. É o típico irmão mais velho protetor e adora "se gabar" da família e vida que tem para os amiguinhos. Seus brinquedos favoritos são livros e seu maior sonho, de acordo com o próprio, é aprender a ler. Por não assistir muita televisão, sua imaginação é 90% feitas das histórias que os pais contam para ele antes de dormir. Quer conquista-lo? Deixe-o sente no seu colo e leia com ele. Mas cuidado! A esperteza dele pode ser ainda mais surpreendente do que você imagina, e a memória é sem limites. Medir as palavras e os comentários é de extrema importância perto desse pequeno-grande tesouro asiático, o qual eu sempre chamei de Sweetie.

O pequeno é o bebê mais sorridente e gordinho que esse mundo já viu. Por ter pego ele desde muito pequeno, praticamente toda a evolução dele foi assistida e acompanhada por mim. Engatinhou, andou, falou, comeu, desenhou... Tudo pelo primeira vez, e eu tive o prazer de presenciar.
Ao contrário do mais velho, nunca senti carência por parte dele. Pelo contrário, ele sempre foi muito independente e passava longos minutos brincando sozinho. Porém, disparadamente falando, ele sempre foi muito mais carinhoso, beijoqueiro e sem timidez alguma na hora de dar um abraço apertado.
Um bebê que sempre teve um personalidade bem forte e nunca suportou ouvir um não, ele é extremamente encantado e apaixonado pelo irmão mais velho, e o mesmo abuuuuuusa e usa disso, dupla dinâmica!
Mesmo gordinho, ele é bem chatinho para comer e só gosta do que mais engorda. Em compensação, qualquer brinquedo o diverte. Ele é apaixonado por animais, literalmente. Não pode ver um cachorrinho na rua que já quer se aproximar.
Sempre que o levava ao zoológico ou aquário, me deliciava ao vê-lo apreciar a beleza da natureza com tanto amor.
Destemido e corajoso, ele tem o dom de se machucar e bater a cabeça. Mal tinha aprendido a andar e já se achava no direito de correr para cima e para baixo. E no playground? Não tem para ninguém, ele vai em tudo e se bobear, te deixa cansado.
Amo os dois sem distinção, mas voltar para casa depois de uma viagem ou um final de semana longe e ser recebida por esse gordinho não tinha preço. Ele SEMPRE corria para os meu braços com a maior sinceridade possível.
Ele é apaixonado pela Vila Sésamo e seus Elmo e Cookie Monster de pelúcia são seus melhores amigos. Gosta de azul e amarelo e já escolhe a roupa que quer usar desde 1,5 anos. É atração em qualquer lugar que vai e arranca sorrisos de qualquer um.
Quer conquista-lo? Faça o rir. Deixe que ele te conquiste e você será conquistado. Ou vá até o mais velho, conquistando o ídolo dele, ele já estará conquistado também.

E aí está um pouquinho da minha rotina e dos meus tesouros. As pedras mais preciosas que Deus poderia ter me dado, sem sombra de dúvidas. E que mudaram a minha vida de uma forma que eu jamais será capaz de agradecer. <3

domingo, 11 de setembro de 2016

10 sonhos que realizei durante o intercâmbio

Foram muitos sonhos que realizei em tão pouco tempo, isso é fato, e quem me acompanha aqui no blog desde o começo talvez até saiba de alguns. O que me fez trazer esse post e abrir as principais realizações que tive durante os 18 meses é, especialmente, uma das formas que encontrei para incentiva-los a ter essa experiência também. E vamos aos 10...

💭 SALTAR DE PARAQUEDAS
Realizar um salto de paraquedas já era um sonho há algunas anos e, assim que eu decidi fazer intercâmbio, também decidi que seria lá que realizaria-o. O que eu não sabia ainda e que só fez com que tal realização fosse ainda mais incrível é que tal acontecimento seria no Hawaii. Sim, eu pulei de paraquedas no Hawaii e foi uma das experiências mais loucas e incríveis que já tive na vida.

💭 CONHECER A MINNIE
Esse talvez fosse o sonho mais antigo que eu tinha na minha listinha. Desde sempre fui uma fanática pela Disney e sim, tudo que eu tinha era da Minnie. Roupas, toalhas, roupa de cama, cobertor, brinquedos, acessórios, decorações e festas de aniversário... Tudo meu sempre foi da Minnie e eu nunca deixei de gostar dela, mesmo depois de adulta. E não é que eu fui morar 20 minutos da Disneyland? E não é que eu fui conhecer a Minnie ali, no berço dos parques todos da Disney? E sim, foi único e emocionante.

💭 ASSISTIR À UM SHOW DE ALGUM CANTOR QUE EU GOSTE MUITO
Esse era outro sonho que eu tinha há algum tempo e, na realidade, eu não fui para os EUA planejando realiza-lo. Fato é que as chances de acontecerem shows de cantores e/ou bandas internacionais famosas lá são bem maiores, e aconteceu enquanto eu estava lá.
Gosto de muitas bandas e cantores mas, internacionalmente falando, meus preferidos são Justin Timberlake e Taylor Swift há anos e são shows que pagaria qualquer valor para assistir. Bom, Justin estava fora de turnê (e tinha finalizado a última um mês antes da minha chegada), mas Taylor teve turnê enquanto estive lá, e de todos os shows da tour, no meu, teve a participação do Justin. Me diz se isso não é ser abençoada demais?

💭 NADAR COM GOLFINHOS
Tá aí outro sonho antigo, beeeeem antigo. De longe, golfinhos são os animais selvagens que mais admiro no mundo e sempre quis estar bem pertinho deles. Cheguei a vê-los de longe em passeio de barco, mas foi no Hawaii, em um parque de preservação animal, que pude estar bem pertinho de golfinhos e curtir alguns minutinhos perto desses animais tão únicos e incríveis.

💭 VIAJAR PARA OS PARQUES DE ORLANDO
Que criança nunca sonhou isso? Bem, se você faz parte dessa exceção, desculpe-me, porque eu sou totalmente aficcionada e essa viagem era o meu maior sonho da vida. Eu planejada essa semana em Orlando desde muito pitititica e nunca tive condições de realiza-la até então, o que foi bom, porque sou fanática por Harry Potter, e ter feito essa viagem hoje, com todo aquele "mundo" Harry Potter, fez da experiência ainda mais especial. E mais do que um sonho, esse sempre foi compartilhado, com a minha irmã. E adivinhem se não realizamos juntinhas? Pois é, tá aí mais uma prova do quão abençoada eu sou.

💭 FAZER UM CURSO NA MINHA ÁREA
Foi algo que nasceu em mim assim que decidi fazer um intercâmbio. Obviamente que queria aprimorar o inglês, e cursei ESL com esse propósito. Mas sempre quis realizar um curso na minha área também, principalmente pois, queira quer ou não, no período em que estamos fora do país, estamos profissionalmente "parados", e pensei que, com um curso específico, eu não voltaria tão desatualizada, afinal... E para quem tem interesse em saber sobre esse tal curso (que, no caso, foram dois), eu já fiz um post só sobre isso, aqui.

💭 ROADTRIP PELA CALIFÓRNIA
Também foi algo que comecei a cativar ao ver experiências de outras Au Pairs, e calhou de eu morar justamente lá e, com isso, ter feito dezenas de roadtrips por todo o estado, podendo conhecer tuuuudo que sempre planejei e sonhei e mais, muito mais. É um estado gigantesco e rico, vai de praia paradisíacas a desertos infernais, de montanhas nevadas a cidades caóticas, de calor de 40 graus a muito frio. Tudo vale muito a pena, e ter morado lá faz com que me sinta muito abençoada também.

💭 TER CONTATO COM NEVE
Parece bobo para quem já teve, mas para quem nunca, é especial demais. Foi no ano novo, no Yosemite National Park, que pude ter o meu primeiro contato com a neve. Branquinha e fofa. Incrivelmente linda. E num cenário único que só o Yosemite é capaz de oferecer. Nunca vou esquecer de nenhum detalhe dessa experiência, desde o boneco de neve até o anjinho que fiz no chão.

💭 CONHECER NYC
New York City é New York City, cada filme e seriado foram, diretamente, influenciadores desse sonho. Gossip Girl foi o meu seriado preferido da adolescência e a cada episódio eu me imaginava mais e mais conhecendo cada cantinho da tal Big Apple. E não deixou a desejar, aliás, só deixou um gostinho de quero mais, isso sim.

💭 FAZER UMA VIAGEM QUE POUCAS PESSOAS FIZERAM
Fiz mais de uma viagem que poucas pessoas fizeram, entre elas posso citar os parques nacionais da Califórnia: Yosemite, Sequoia e Death Valley. Mas a que encho o peito para contar e compartilhar é, e continuará sendo, o Hawaii. Visitei duas ilhas: Maui e Oahu, o foi ali que pude ver e conhecer lugares dos mais lindos que o mundo tem e Deus criou. É uma viagem que sempre vou me orgulhar de ter feito e que SEMPRE vou recomendar que todos façam, porque vale muito a pena.

E esses foram 10 dos principais sonhos que pude realizar durante o meu período intercambista. Espero que vocês tenham gostado de ler tanto quanto gostei de compartilhar. E mais, espero que a leitura tenha impulsionado vocês mais ainda a seguir o sonho de vocês, independente de qualquer obstáculo que possa surgir.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

10 fatos (reais) sobre ser Au Pair

1. Você não é parte da família
Não adianta, você não é, não será tratada como e não tratará como. Não quer dizer que você tenha que ter uma relação totalmente profissional, não é isso, mas PÁRA, como alguém que você acabou de conhecer pode ser sua família?
Isso sem contar que, culturalmente, eles vão pensar no bem estar deles antes do seu, independente do quão incrível a sua hostfamily seja.
A lição que deve ser praticada é: trate como é tratada. Nem mais, nem menos, igual. Uma mão lava a outra sabe? Faça o seu trabalho e o além disso deve ser recíproco. Porque assim ninguém se decepciona e se eles te oferecerem mais do que você já está acostumada será uma incrível surpresa, e seja agradecida caso aconteça...

2. Você é pobre
E vai sair de casa achando que $200 é grana pra caramba, mas vai chegar aqui e ver que tem que fazer MUITO esforço para conseguir comprar e fazer tudo que pretende com essa grana. Não que não dê, dá sim, mas tem que saber controlar e abrir mão de certas coisas.

3. Você não tem controle algum sobre sua rotina
Isso, para mim, é uma das coisas que mais incomoda nessa realidade... Sua rotina é "montada" em cima da rotina da casa inteira, e seus planos devem ser levados em consideração só depois disso...
Não consigo ir para academia, por exemplo, trabalho desde cedo até o final da tarde, me sobra tempo de tomar um banho e ir para a faculdade. E planejar coisas de final de semana? Tem que pedir e perguntar, viagens, tudo. Primeiro eles, depois você.

4. 99% do que você chama de seu, não é seu
Casa, carro, quarto... Nada é seu, nada! É como se você alugasse as coisas, e é muito desconfortável essa situação. Eu não tenho nem lugar para colocar fotos no meu quarto, e não posso colocar as coisas onde eu quero, tem toda uma regra sabe? Para pegar o carro tem regras, até na casa sabe? Tipo, horário para tomar banho...

5. Sua privacidade não existe
E isso é sério! As casa aqui são praticamente feitas de papelão, então se ouve tudo de todo lugar. Eu tenho hora pra tomar banho, hora pra comer, hora pra usar Skype, ver televisão... Tudo por conta de barulho. Mas daí meu kid acorda 6 da manhã num domingo e a infeliz aqui acaba acordando porque a casa toda tá acordada fazendo barulho. E mais, não posso receber visita, isso me chateia demais... Mas é isso né? Como disse no item anterior, nada é meu!

6. Você vai engordar
Não tem jeito, mesmo que seja apenas um quilinho, mas vai! E a minha opinião é: TEM QUE ENGORDAR MESMO! Prove tudo, não deixa nada para trás, não encane. Obviamente que você deve se cuidar, caminhar, tomar bastante água, não comer porcaria todos os dias... Mas tem que provar DE TUDO, e isso vai te fazer engordar, infelizmente...

7. "Do you speak Spanish? Brazilian?"
POR FAVOR CARA, EU FALO PORTUGUÊS! Realidade de quem é Au Pair, 90% das pessoas que você conhecer não saberão que você fala português e que essa é a lingua nativa dos brasileiros. Tenha paciência, respira e explica que não, você não fala espanhol e MUITO MENOS brasileiro...

8. É tudo temporário, é uma vida paralela.
Pelas coisas não serem suas e por ser um contrato de, no máximo, 2 anos, tudo aqui é temporário. Mentira, conhecimento e recordações serão para sempre. Mas uma coisa é fato e clichê: APROVEITA, porque o tempo voa e sim, essa experiência é temporária. E também é paralela, como assim? Não sei como explicar, mas acho que quase todas as Au Pairs sentem o mesmo, ou talvez só as que tenham a intenção de voltar, não sei. Mas é muito estranho, você sente como se a sua vida no Brasil esteja em pausa enquanto você vive essa vida paralela, louco.

9. Você vai zerar o Tinder em algum momento.
E também vai tentar usar outros aplicativos de relacionamento, hahahahaha. Isso pode não dar em nada, pode te fazer conhecer muita gente legal, e pode te fazer achar o amor da sua vida. Fato é, não tenha preconceito em usar esses aplicativos, eu sei que no Brasil não é comum, mas aqui é cultural e MUITO divertido, sem contar que você treina inglês conversando com as pessoas...

10. "Mãe, te amo!"
O valor dessa palavra, mãe. Ah, e que valor ela tem viu? E não apenas ela, mas pai, irmãos, parentes, amigos, casa, zona de conforto, cultura, comida.. Um fato real sobre ser Au Pair é: você vai valorizar tudo aquilo que para você "é comum", sabe, aquilo que se tem todo dia e não se valoriza direito porque acha que estará sempre por lá, pois é, o valor que isso tem.