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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

4 meses no Brasil já? Como vão as coisas? Novidades?

Aquela do meu aniversário...
Pois é, o tempo voa em qualquer lugar do mundo, voava lá e tá voando aqui... E sim, já se passaram 4 meses desde que estou de volta ao Brasil, dá para acreditar? Não houveram muitas mudanças desde o primeiro mês, mas vou falar como tudo está e como eu estou.
Uma coisa que todo mundo sempre me pergunta é sobre a adaptação e a saudade. E eu vou ser bem sincera, desde que eu pisei em São Paulo a sensação é de que eu nunca deixei o país, nunquinha... 
Aquela do reencontro da galera do Fundamental...
Parece que tudo o que vi e vivi nos EUA foi sonho, fruto da minha criativa imaginação. E não, não estou brincando. É como se as memórias dos 18 meses de intercâmbio não fossem físicas...
Eu não sei se é comum ter esse tipo de sensação, e confesso que nos dois primeiros meses eu me preocupava, porque eu não queria morrer de saudade de lá e sofrer com isso, mas também não queria que tudo parecesse tão surreal, sabe? Hoje eu superei...
O lado bom disso tudo é que, literalmente, nada mudou por aqui. Alguns casamentos, gravidezes, términos de namoro, mudanças... Mas no geral, NADA MUDOU. E como eu sou feliz por não ter mudado. Meu maior medo era esse! 
Aquela do reencontro da galera do Ensino Médio...
Eu realmente pensava que um ano era muito tempo e que tudo mudaria, imagina um ano e meio... Mas aí é que tá, tudo que eu tenho de mais especial na vida já criou raízes bem profundas, e para quebrar é preciso MUITO. Família é família, e se ela já não tem uma raiz forte desde o início, dificilmente algo mudará... A minha é maravilhosa e muito próxima, mesmo com as pequenas desavenças. E é muito bom estar com eles.
Agora, falando de amizade, os meus amigos são meus amigos há mais de 10 anos, salvo raras exceções. Mas já passamos POR MUITA COISA juntos, momentos bons e ruins, e estamos firmes. O que me faz acreditar que as chances de que um dia isso mude seja praticamente nula, e isso faz de mim MUITO abençoada.
Aquelas que eram seus grudes no Colegial...
Outra coisa que pode ter influenciado nessa sensação louca é o fato de que eu eu NUNCA tive intenções de morar nos EUA. Acredito que, por conta disso, o meu subconsciente tenha trabalhado MUITO bem em cima disso para que eu não sofresse quando voltasse. E se meu subconsciente realmente fez isso, serei grata a ele para o resto da vida, porque facilitou demais a minha readaptação, e sei disso porque tenho amigas que não tiveram tanta facilidade assim...
Mas calma lá, eu não sou tão de ferro assim não. Posso não ter chorado de saudades, mas já comecei a senti-la sim, ok? Essa época do ano foi muito especial para mim enquanto estive lá. Aniversários meu e da minha hostfamily, Halloween, Thanksgiving, Natal... Todos esses momentos foram muito especiais e inesquecíveis, o que despertou SIM uma saudade BEM apertadinho de lá, da minha hostfamily e das amizades que fiz lá!
Aquelas que há 10 anos te acompanham...
Falando nisso, venho compartilhar com vocês que pretendo MUITO viajar para lá em setembro do ano que vem. Pois é, já! Para quem não sabe, a minha hosta teve mais um bebê e ele nasceu em setembro, sendo assim, estou me planejando para visita-los na época do primeiro aniversario do bebê. Porque assim já consigo ver toda a família, participo de um evento que sei que é bem bacana (porque eu estava no primeiro aniversário do meu kid mais novo), e ainda por cima consigo visitar os meninos perto do aniversário deles também, já que um faz em agosto e outro em outubro.

Mudando um pouquinho de tópico, venho dizer-lhes que não, eu ainda não estou empregada. Mas estou tranquila com relação a isso. É obvio que eu preferia estar encaminhada, já pensando numa pós, sabendo onde vou morar no próximo ano... Mas a situação no Brasil não é boa e eu já esperava que isso fosse acontecer. 

Aquelas que dançaram na sua festa de 15 anos...
Consegui fazer uma graninha dando aulas de inglês, e foi bom que me distraiu um pouco. Também decidi fazer um curso de curta duração no SENAC, de redação empresarial, e já me deu um up com relação àquela sensação de se estar sem fazer nada sabe?
O lado bom disso é que vou poder viajar nesse final de ano. Tenho visto MUITO meus amigos. E me sinto muito feliz por estar de volta nessa época, já que houveram diversos reencontros de antigas escolas e vi pessoas que não via há 10 anos. E cada vez que participo de algum evento, aniversário, churrasco ou algo do gênero, fico imaginando como seria a sensação terrível que seria acompanhar as fotos e snaps de longe...
Aquela que foi presente de intercâmbio...
Outra coisa que faz qualquer desemprego valer a pena é ter tido a oportunidade de comemorar o meu aniversário por aqui. Entra familiares e amigos, e nada me deixa mais feliz do que isso...
Vou para um chácara no ano novo e já estou muito feliz de saber que verei todos vestindo branco e que a viagem será regata de sol e cerveja, porque olha, ô coisa estranha passar o ano novo na maior friaca da vida e com todos vestindo preto, hahahahahah...
Mas o melhor ainda está por vir... Carnaval!!!! Porque ano novo com frio é ok, levando em consideração que, PELO MENOS, existe ano novo. Mas e o Carnaval que lá é em outra data e meio diferente? Então... Pois eu amo verão, amo Carnaval, amo praia e cerveja, e passei os últimos 2 fora do país, então me aguardem porque esse ano vai ser diferente, e eu vou pro Rio!
Aquela que foi presente da Faculdade...
E por falar nisso, quase me esqueci, vocês lembram da Janaina? A minha amiga que conheci durante a minha primeira viagem lá no começo do intercâmbio? Aquela primeira vez que fui para San Francisco? E que depois ela e eu fizemos mais umas 5 viagens durante o nosso intercâmbio? Lembraram? Então, ela voltou para o Brasil também, e sabiam que ela mora 30 minutos da minha casa? Pois é! Vejo mais ela do que a minha própria irmã... E não poderia ser mais agradecida do que sou por um dia termos cruzado os nossos caminhos...
Bom, em resumo, é isso. Consegui começar a melhorar a minha alimentação e emagrecer os quilos que ganhei por lá... Tenho mandado bastante currículos e já tive algumas entrevistas... Converso com a minha hostfamily todo domingo via FaceTime...
Estou assistindo mais seriados do que já assistia antes... Mato saudade da minha família e dos meus amigos todos os dias... E estou muito feliz, realizada e esperançosa em estar de volta, ou seja, nada mudou, aqui É o meu lugar! E ai... Como é bom ir para o pagode e tomar uma Skol, hahahahahahah...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Minha despedida nos EUA

Quase todas as meninas da minha área, sem exagero, estavam finalizando o ano delas como Au Pairs na mesma época que eu. Algumas uma semana antes, outras uma semana depois, mas com as datas bem próximas. Por essa razão, as despedidas começaram mais cedo, e foram mais do que uma só.
A primeira despedida rolou na última semana de junho e foi um jantar, bem gostoso por sinal. Fomos no shopping de Irvine, que é lindo e uma delícia. Ele é todo a céu aberto e no verão, fica especial. Éramos 8 meninas e 4 estavam se despedindo...Já viu aquele chororô, né?
E ali foi quando eu me despedi de todas as meninas estrangeiras (leia-se: não brasileiras). Um tanto quanto triste, mas ao mesmo tempo incrível. Entender a magia que foi ter conhecido gente de tantos lugares, passados por momentos especiais com essas pessoas, criado histórias e lembranças que jamais serão apagadas.
This is my hostfamily!
Já comentei algumas vezes aqui com vocês isso, mas vou recontar... Durante os meus 6 primeiros meses como Au Pair eu fui a única brasileira aqui da minha região e isso foi mágico, de verdade. Primeiro porque foi assim que eu consegui evoluir o meu inglês, segundo porque é MUITO legal e diferente construir amizades com pessoas de outras culturas, muito mesmo!
Procurem dar uma chance para as estrangeiras também, não sejam aquele grupinho antipático da alemãs que vocês não gostam, porque sim, é assim que vai parecer se você só ficar na sua turminha e falando no seu idioma local, vai por mim. E sobre as alemãs, as que eu conheci são pessoas muito incríveis e que espero levar para sempre, de verdade.
Na semana seguinte foi o meu jantar de despedida com a minha hostfamily, que também foi demais! Eles perguntaram o que/onde eu queria comer e eu falei que queria comer uma comida típica americana, como meatloaf e purê de batatas. Então eles me levaram ao The Cheesecake Factory e eu não tive do que reclamar, né? Adoro aquele lugar! E foi naquele dia que eu "quitei" a minha missão de provar todos os sabores de cheesecake. Bom, eu provei 19 dos 20 sabores, porque o de banana não rolou...
O jantar foi uma delícia e super emocionante. Ambos os lados preparam surpresas e trocamos cartas e presentes. Chororô daqueles.
Depois disso rolou um final de semana de despedidas em Los Angeles. A Ingrid iria embora dois dias antes de mim e juntas decidimos que queríamos curtir o nosso último final de semana juntas em LA. Primeiro porque nunca tínhamos curtido uma balada lá juntas, e também porque tinham alguns pontos turísticos, lojas, lugares e coisas que haviam ficado para trás ou que queríamos fazer de novo, e Los Angeles foi a decisão.
Fomos sábado de manhã e voltamos no final do domingo, e que final de semana incrível que tivemos lá! Fomos ao novo skydeck de Los Angeles que tinha acabado de inaugurar, se vocês leram por aí, é um lugar que tem um escorregador de vidro no último andar, animal! Também fizemos o hiking que leva até o letreiro de Hollywood, fomos a uma balada, fizemos o tour da Warner e curtimos MUITO, de verdade, valeu a pena demais!
Eu não sou muito fã de LA, na verdade é um lugar que eu não gosto. Muito trânsito, buzinas, poluição, lugares feios e sujos... Mas, assim como a minha amada São Paulo (que também tem todas essas características), Los Angeles tem muitas coisas bacanas, bonitas e únicas, que valem a pena! Então, ainda que não seja um lugar que eu ame, tem seu charme, se é que vocês me entendem...
Ah, quase me esqueci, na sexta-feira antes desse final de semana que fui para Los Angeles eu e as meninas nos reunimos no meu condomínio (leia-se: da minha hostfamily), e foi super especial. Jogamos conversa fora, comemos algumas porcarias, demos risadas e foi lá que me despedi de "todas" as meninas... E também foi justamente no dia em que a Au Pair nova da minha hf chegou, então apresentei ela para as meninas também.
Já no meu último dia lá a despedida foi especial. Faziam poucos dias que eu e a minha hostfamily tínhamos nos mudado e no condomínio novo tem uns canyos com trilhas para caminhadas/hikings.
E foi então que convenci a nova Au Pair, Thaissa, de ir comigo até lá fazer esse hiking. E como o por-do-sol era para o mesmo lado do canyon, fomos no final da tarde para assisti-lo. O que eu não esperava era que a minha hosta e os meninos iriam conosco até lá, e eles foram, e foi ali que os vi pela última vez, mas não foi triste, tanto porque eles não entenderam, quanto porque eu estava muito preparada para aquele momento.
Os três foram embora porque estava ficando tarde e eu e a Thaissa ficamos por lá assistido até que o sol se fosse por completo. Sentamos num banco por lá, apreciamos e conversamos por um tempo, até que uma surpresa ainda mais especial e maravilhosa apareceu: a lua cheia. E ela estava deslumbrante, como um presente especial de Deus para nós. Para mim, um presente de despedida, e para ela, de boas vindas. Parece bobeira, mas aquela foi a maior e mais incrível lua que nós já vimos em toda as nossas vidinhas.
E a última despedida foi aquela de aeroporto, onde apenas vi meus hosts. Minha hosta me deu um colar MUITO especial, com uma carta incrível, mas só abri quando estava sozinha la no aeroporto. E meu hosto? Bom, ele me deu o primeiro abraço em 18 meses e chorou, e isso foi muito especial, mais do que qualquer presente (apesar de eu ter ganho presentes e carta dele também, mas na noite do jantar de despedida).
Em resumo, foi muito especial e do jeitinho que eu gostaria que fosse, inesquecível! Não chorei me despedindo de ninguém e ainda não chorei de saudade, mesmo um mês depois. Acho que sempre fui muito resolvida e decidida com relação ao intercâmbio e a esse momento da minha vida, e isso ajudou, tanto enquanto eu estive lá e não sofri de homesick, quanto na decisão de voltar e quando voltar.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Brasil, voltei! Há 1 mês...

Acho que nunca comentei aqui (se comentei foi um equivoco) por quanto tempo eu estendi, nem mesmo no post em que falo sobre extensão. Fato é que eu optei pela extensão de 6 meses, ou seja, fiquei nos EUA por 18 meses, ou um ano e meio, e já estou de volta há um mês, isso mesmo, um mês.
Se você leu o meu último post (último mesmo, literalmente) de Top 5 mensal, muito provavelmente, já tinha entendido que eu voltei. De qualquer maneira, vou dar uma resumida nesse último mês aqui para vocês se situarem.
Cheguei em São Paulo na manhã do dia 21 de julho, mas ninguém sabia, bom, quase ninguém. O fato de eu não ter comentado aqui por quanto tempo eu estendi foi porque a minha intenção era fazer surpresa para meus amigos e familiares, e a única pessoa que sabia era a minha prima, que me ajudou a preparar a surpresa e desafogar a ansiedade, já que não podia falar com quase ninguém sobre o fato de eu estar voltando, né?
Porém, esse assunto supresa renderam alguns vídeos e, obviamente, um post só sobre isso (em breve). Então a única coisa que vou dizer aqui foi que a minha melhor amiga descobriu que eu estava voltando, aquela safada, e ao invés de fazer uma supresa para ela, fui surpreendida, e ela estava no aeroporto com balões e cartaz. Tem como não se sentir loucamente especial e abençoada?
E o resumo do mês é basicamente baseado em: comidas que estava com saudade, médicos, currículos, malas e pessoas queridas. Vi algumas amigas, mas não tive tempo de ver todas. Rolou o dia dos pais, então tenho passado bastante tempo com meus pais e irmãos. Mamãe está me mimando e preparando todas as comidinhas gostosas do mundo.
Já estou mandando currículos diariamente, mas não estou desesperada. Sei que o Brasil está numa situação delicada e me preparei para isso, então não vou aceitar qualquer vaga só para não ficar parada. Inclusive, tocando nesse assunto, caso você ainda não tenha visto e tenha interesse, eu abri o meu currículo aqui no blog para vocês pegarem umas dicas e terem inspirações, caso queiram conferir o post está aqui!
Também já marquei algumas consultas rotineiras e dentista, fiz as unhas e cortei o cabelo, se é que me entendem! Hahahahah
Outra coisa que me ocupou praticamente uma semana toda foram as malas, que no total foram 4 de 32kg e me renderam a compra de um armário novo, porque eram MUITAS coisas, mas tipo, MUITAS COISAS MESMO, nem eu tinha ideia da quantidade de roupas que eu adquiri, várias eu nem lembrava, de verdade. Mas agora já está tudo lindo e organizado, só falta emagrecer os milhões de kg que eu ganhei nesses meses de intercâmbio.
Mas o que quero compartilhar é o quão estranho tem sido essa volta e essa sensação de estar de volta. Uma vez eu comentei que sentia que o Au Pair era como se fosse uma vida paralela, e essa minha volta só confirmou esse meu sentimento. Parece que eu nunca fui, que tudo que eu vivi lá foi um sonho, algo "a parte" dentro da minha vida!
Sinto que nunca sai daqui do Brasil, parece que eu pausei a minha vida aqui e agora que voltei só apertei o botão "play" de onde eu tinha parado. Nada mudou, ninguém mudou, parece MUITO que eu nunca sai daqui, de verdade.
Não sei definir se essa sensação é algo bom ou não. Ao mesmo tempo que eu gosto do fato de nada ter mudado, de as pessoas serem as mesmas e tudo o mais, acho muito estranha essa sensação de não ter acontecido o tudo que me aconteceu lá, essa sensação de que os últimos 18 meses não forem tão reais quanto realmente foram.
Fato é que, apesar de "weird", gosto de não estar sentindo falta e saudade de lá e da vida que tinha lá. Porque sim, eu tinha muito medo de sofrer de saudade, de me arrepender de ter voltado, de não me sentir completa aqui.
Mas cada experiência é individual, e sempre ter tido essa certeza de que queria voltar e de que a minha vida aqui no Brasil era o que eu queria para mim pode ter ajudado, com certeza. E é isso, essa tem sido a minha volta para casa, nada de muita novidade e emoção, mas com o tempo as coisas vão acontecendo e eu vou atualizando vocês. Já tenho vários posts prontos para serem publicados, roteiros, dicas, minhas despedidas, curiosidades, tudo o mais. Vou fazer DE TUDO para manter o blog o mais atualizado possível, acho que tenho material suficiente ainda, e vou buscar criar novos sempre, porque adoro receber feedback e tenho recebido muitos, o que só me dá mais energia para continuar ajudando a atualizando vocês com o que tenho de experiência.

domingo, 24 de abril de 2016

6 vantagens e 6 desvantagens em ser Au Pair

Como tudo nessa vida, a experiência de Au Pair também tem vantagens e desvantagens. Obviamente que são muito mais do que apenas 6 (principalmente as vantagens), mas se eu fosse listar todas o post ficaria gigantesco, então vamos de 6. 
Lembrando que, como todas as postagens do blog, o caso dessa não é diferente, tudo que você ler por aqui é uma opinião pessoal, todinha minha, e baseada na minha experiência intercambista.
DESVANTAGENS

👎🏻 Morar com estranho e também seus chefes
Morar com estranho é muito estranho, principalmente se você nunca passou por isso antes. Os três primeiros meses são os piores, mas também são cruciais, é quando o estranho deve se tornar comum para você, é quando você tem que se aproximar da sua hostfamily, expor suas vontades e seu jeito, entendendo e respeitando a cultura alheia, é quando você deve conquistar o seu espaço ali com aqueles estranhos.
Ainda que não sejam tão estranho mais com o passar do tempo, inevitavelmente sempre serão os seus chefes, os que te pagarão salário no final da semana, os que "controlarão" a sua rotina... E isso é um tanto quanto "weird". Umas das coisas que mais sinto falta enquanto vivendo essa experiência como Au Pair é, sem sombra de dúvidas, poder "ir para casa" no final de um dia cansativo de trabalho. Mas aqui não tem isso, você pára de trabalhar mas continua ouvindo as crianças gritando e seus chefes falando, bem chato.

👎🏻 Estar longe de quem confiamos
E ainda que a tecnologia nos aproxime muito dessas pessoas, não é sempre que podemos falar com eles e também não é todo e qualquer assunto que podemos conversar com eles.
Podia ter titulado esse item com a palavra "saudade", mas saudade é nada perto da falta que faz ter alguém próximo, que nos conheça, que conhecemos, amamos e confiamos. É muito difícil mesmo!

👎🏻 Ser o elo mais fraco
Hostmom: "Au Pair, você pode olhar a hostkid por mais 10 minutinhos?" - Au Pair: "Claro querida, sem problemas!"
Sua mãe: "Filha, você pode olhar seu irmão uns 10 minutinhos?" - Você: "Poxa mãe, to cansada, tá de brincadeira viu?"
Hahahahaha, brincadeiras à parte, não que você não possa ter a sua opinião ou escolhas, você pode, mas sempre virá depois da deles. Você é o elo mais fraco, não tem muito o qu discutir, e vai engolir MUITOS sapos por conta disso.

👎🏻 Não ter intimidade com o idioma local
Eu sei que o motivo principal de virmos como Au Pair para os Estados Unidos é aprimorar o inglês, mas não é nosso idioma, não é nosso português, e isso é um perrengue danado, principalmente nos primeiros meses.
Entender uma coisa que na verdade era outra, falar uma coisa mas na verdade querer falar outra, rir sem ter entendido a piada, ser mal interpretado e interpretar errado... É, esse lance de idioma diferente pode dar cada bafafá. Então seja atencioso e não fique tímido em pedir que repitam...

👎🏻 Preconceito
Ainda que você se sinta parte da família e seja tratada como, em algum momento, alguém ou algo, fará você sentir que algumas pessoas têm preconceito do que você faz.
E não é só aqui nos EUA não, até mesmo antes de vir pra cá eu aposto que você ouviu, pelo menos de uma pessoa, "nossa, mas você vai para lá para ser babá?". Pois é, preconceito! Às vezes não intencional, mas ainda assim, preconceito.

👎🏻 Saudades
Acho que nem preciso falar muito com relação a esse item, né? Dá saudade... De pai, mão, irmãos, animais... Dá saudade do namorado, da namorada, dos amigos, até dos inimigos... Dá saudade de casa, da cama, do cheirinho da comida da mãe, ou do travesseiro do pai... Dá saudade das festas em família, das baladas com amigos, da cidade, do país, do idioma... Dá muita saudade! Dá, e passa. Dá de novo, passa de novo. As vezes faz chorar, as vezes faz sorrir. Fato é: você vai senti-la.

VANTAGENS

👍🏻 Custo e benefício
Para mim, a maior vantagem. Que outro tipo de intercâmbio custa tão pouco por tanto tempo? Isso sem contar que, por morar na casa da hostfamily, não se há gasto algum com moradia e alimentação. E ainda temos o nosso salário, que é todinho para fazermos coisas pessoais.
Isso sem falar a bolsa de estudos. Cara, não tem como não dizer que pagamos um preço BEM BAIXO para "tanta coisa". Até férias remuneradas nós temos!

👍🏻 Convívio mais próximo com a cultura americana
Ao mesmo tempo em que morar com estranhos e com os seus próprios chefes pode ser um ponto negativo, esse é um dos poucos tipos de intercâmbio onde se mora e convive diariamente e diretamente com a cultura americana (a não ser que sua hostfamily não seja americana, né?). E isso é incrível, conhecer e vivenciar os feriados, os gostos, comidas, lugares, cultura, idioma... Incrível! Por exemplo, a maioria dos meus amigos que fizeram intercâmbio se hospedaram em albergues e repúblicas com outros estudantes, as vezes até com brasileiros... Não que não seja legal também, mas acho muito interessante esse nosso convívio direto também...

👍🏻 Amadurecimento
Você entra uma pessoa e sai outra, definitivamente. E aqui vai o meu depoimento pessoal e a partir do que vejo das minhas amigas que também foram/são Au Pairs. A gente amadurece ao nos vermos completamente sozinhos, ao termos que tomar as nossas próprias decisões, ao pegarmos vários e vários voos, viajarmos, explorarmos. Tudo te fará amadurecer. E a sensação de dominar um novo idioma? E a sensação de acabar um curso em outro idioma? E a sensação de comprar um computador caríssimo com seu próprio salário? Ou de conhecer um ponto turístico que sempre sonhou? Tudo, tudo mesmo, nos amadurece.

👍🏻 Crianças
"Mas Larissa, como assim crianças?" Gente, sei que muita gente acaba não se dando bem com as hostkids, mas a grande maioria que conheço se APAIXONA pelas hostkids, e eu sou um desses casos, o que faz um dos itens vantajosos ser ELES.
O mais próximo de comparação de amor que consigo achar é o que senti/sinto pela minha cachorrinha, e para quem tem cachorro vai me entender. Sabe aquele amor sem pedir nada em troca? Aquele amor inocente? Aquele amor sem cobrança, único e especial. Pois é, é o que sinto pelos meus coisinhos, e sentir que faço diferença na vidinha deles faz toda diferença para a minha vidinha.

👍🏻 Compras e viagens
E desse item eu posso falar com muita convicção. Vim com uma mala de 23kg, já mandei uma de 32kg quando a minha mãe veio me visitar, mandarei outra de 32kg esse mês que verei a minha irmã e ainda tenho um closet explodindo de coisas.
E viagens então? A Califórnia quase que todinha, duas ilhas do Hawaii, Seattle, Chicago, Las Vegas, DC, New York, Phoenix, Grand Canyon e rumo a Flórida ainda esse mês!
Ou seja, não sobram dúvidas de que compras e viagens são uma grande vantagem desse programa...

👍🏻 Amizades
Por último, mas não menos importante, os amigos! Sejam elas brasileiras, ou estrangeiras, ou distantes, ou virtuais... Seja lá o tipo, o fato de estar longe dos velhos amigos e familiares te dará a oportunidade de criar o seu próprio novo círculo, e isso colocará pessoas incríveis e especiais na sua vida, talvez até eternas.

Tá aí, as 6 vantagens e desvantagens que achei interessante compartilhar com vocês! Repetindo que é a minha opinião e que está baseada na minha experiência aqui, cada um é cada um, né?
E que fique claro também que, para mim, não há escolha melhor, Au Pair é, foi e tem sido a melhor experiência que tive na vida, e que foi muito difícil encontrar 6 desvantagens, e que mesmo com essas seis, as vantagens superam MUITO. Então venha ser Au Pair sim!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Top 15: Ainda nem fui embora e já estou com saudades...

Recentemente eu fiz um post falando sobre as coisas que sinto falta e só tenho no Brasil, agora decidi compartilhar as coisas que eu já sei que sentirei falta quando voltar ao meu país querido e lindo. É aquilo né pessoal, impossível ter de tudo, vou matar saudade das outras coisas e começar a sentir saudades daqui, paciência.

1. Brunch
Porque eu simplesmente acho essa a refeição mais linda e incrível da face da Terra, Brasil, vamos aderir! O brunch em si, quero dizer, as comidas que costumamos comer em um brunch, é super simples de se reproduzir no Brasil, tem todos os ingredientes e é só fazer... Mas por não ser cultural, jamais será a mesma coisa.
Eu moro na California, bem perto da praia, e nossa... Sem brincadeira... Para mim, O MELHOR programa para um domingo de manhã é tomar um brunch em algum restaurante na beira da praia, ou em algum píer, harbor, baía... É maravilhoso, e vou sentir MUITA falta de poder fazer isso, muita!

2. Organização 
Filas, mercados, lugares públicos, eventos... Tudo parece ser muito mais bem pensado (e deve ser) do que no Brasil. Juro, eles pensam em tudo que pode dar errado, tem ideias geniais e às vezes até científicas para organizar e facilitar as coisas, incrível. Organização é o sobrenome da praticidade, e isso com certeza traz muita qualidade e satisfação, prazer em fazer coisas e ir aos lugares aqui, como shows e parques de diversões, porque se sabe que não vai ser aquela bagunça aglomerada. 

3. Água de graça
Não tem como, ainda mais porque além de não termos isso no Brasil, a água lá é caríssima. E aqui, de graça, em todo lugar. Sentirei MUITA falta, ainda mais por ser uma doida por água.

4. Respeito no trânsito
Pois é, quando lembro que terei que voltar para a minha amada São Paulo, já logo me assusto com a ideia de buzinas e palavrões por todos os cantos.
Não que as pessoas aqui não buzinem ou sejam estressadas, mas sinto que elas pensam muito mais nos outros enquanto estão dirigindo, sabe?
Isso sem contar que o sinal de PARE aqui realmente serve para que as pessoas parem! E a preferência dos ciclistas e pedestres também são muito bem respeitadas!

5. Manutenção dos espaço público
Confesso que, de início, me irritava muito o fato de sempre estarem cortando a grama bem debaixo da minha janela, mas hoje em dia fico pensando, "nossa, os jardins estão sempre perfeitos", e o mesmo vale para muros, asfalto, parques, playgrounds, piscinas e espaços de lazer comunitário.
Isso sem contar a limpeza, nunca vi um muro pixado ou lixo no chão. Mesmo em jogos e shows, incrível como a galera respeita e joga tudo no lixo.

6. Cafés
Calma, não, eu não acho o café daqui maravilhoso, muito menos melhor do que o nosso. O que quis dizer que sentirei falta é a facilidade e a delícia que é ir até um Starbucks ou qualquer outro café qualquer e passar horas estudando, trabalhando, em reunião, com amigos batendo papo. Isso é muito cultural aqui e eu acho uma delícia...
Também gosto muito da ideia de se comprar um café logo de manhã cedinho antes de ir para algum compromisso. Também é muito cultural aqui e os Starbucks têm até Drive Thru. Como que faz isso em São Paulo, por exemplo? Nunca tem lugar pra estacionar, nunca é fácil chegar em um café e sem contar que o Brasil não tem muito essa ideia do "to go", ou seja, aquele copinho descartável não é encontrado em qualquer café.

7. Política do Consumidor
Não gostou? Troca! Não tem nenhum outro produto que você tenha interesse? Pegue o seu dinheiro de volta!
Quando que o Brasil vai aprender isso, meu Deus? Aqui é incrível! Basta ter a notinha e a etiqueta ainda na roupa que se pode trocar qualquer coisa, e mais, devolvê-los.

8. Pague 1, leve 2
Como não amar isso? É praticamente a mesma coisa que comprar algo pela metade do preço, certo? Só que você sai de lá com duas peças. Ou paga metade e sua amiga a outra metade e cada uma sai com uma. Ma-ra-vi-lho-so!

9. Estradas
Não é só a educação no trânsito que vai me fazer falta, as ruas e, principalmente, as estradas também farão. Poucas vezes peguei ou vi buracos nas pistas, estão sempre bem cuidadas e sendo reformadas, lisas.
Outra coisa é, você sempre tem uma opção sem pedágio e outra com pedágio. A isenta geralmente têm mais carros, mas a qualidade delas é a mesma e o pedágio nunca custa mais do que 2 dólares.

10. Ar condicionado e aquecedor 
Tudo bem que no Brasil raramente precisaremos de aquecedor, mas o ar condicionado não seria má ideia não é mesmo?
As casas (a grande maioria, pelo menos) aqui possuem sistema de refrigeração geral, ou seja, em todos os ambientes. Ok que gasta uma energia ferrada, mas como o post é sobre o que sentirei falta aqui, essa mordomia com certeza me fará muita falta...

11. Feriados
Sinto falta dos nossos feriados, muita! Adoro a forma como comemoramos a maioria deles, inclusive. Mas já estou sentindo falta dos daqui.
Dos feriados em si, que são diferentes (a maioria), e até dos que temos em comum, como o Natal, porque aqui é comemorado de outro jeito.
Gosto da intensidade das comemorações aqui, do quanto as pessoas gostam de decorar as casas de acordo com os feriados, do quão CHEIO DE COISAS TEMÁTICAS ficam os comércios, do dar e receber cartões em todas as datas! É incrível! Vou sentir falta...

12. Pontualidade
Aqui aprende-se a ser pontual, já que todo mundo é! O que é maravilhoso, pois se uma coisa tem hora marcada, por que diabos você tem que chegar depois?
Pior que isso é cultural (no Brasil nem é considerado falta de educação), e quando voltar para minha terra vou ter que trabalhar a minha paciência para aceitar os atrasos rotineiros de tudo e todos. Tudo e todos porque aqui os shows, jogos, eventos, médicos e coisas desse tipo nunca atrasam.

13. Conveniência
A não ser que você more em uma cidade realmente grande, diria até que turística, no Brasil, a conveniência com certeza perderá para a daqui (ou até mesmo nessas cidades grandes).
Já se foi citado milhares de vezes o quão completas são as farmácias daqui, onde encontra-se DE TUDO e mais um pouco. Mas não é só farmácia não, parece que todo lugar, todo comércio, por aqui vende de tudo um pouco. Dificilmente você ficará "na mão" porque precisa de algo para ontem e não consegue encontrar.

14. Lojas de departamento
Pessoalmente, um dos lugares que mais amo fazer compras, as mais populares e baratas né? Porque tem para todos os gostos (citarei abaixo). Para uns dos como lugar bagunçado, pra quem mora aqui é dito como "lugar de pobre". Mas nem ligo, sou pobre mesmo!
Trata-se de uma loja gigantesca onde se é possível achar roupas, acessórios, calçados, cosméticos, itens para casa, brinquedos e até alguns snacks. Geralmente são itens de marcas famosas que saem de coleção e estão por um preço relativamente mais em conta, o que acho que vale muito a pena, sempre! Acho mais legal que outlets, mas sim, tem que ter paciência e tempo para procurar as coisas, ou ir sem muita ideia do que quer comprar e acabar se surpreendendo.
As mais famosas lojas de departamento por aqui são: mais populares: Ross, Marshalls e TJMaxx. Mais "chiques": Macy's, Nordstrom e Bloomengdale's. É também tem aquelas que vendem produtos de marcas não famosas: Sears, JCPenney, Kohl's e Bealls.

15. Banheiros públicos
Último mas não menos importante, não tenho muito o que prolongar, banheiros públicos aqui são incrivelmente bem cuidados e limpos, quase sempre, e isso me fará uma falta tremenda!

Esses são os 15 principais itens que, na minha opinião, farão falta quando eu voltar para o meu Brasil lindo! Existem mais e vocês provavelmente tem opiniões diferentes, mas pra mim, esses são os top 15 mesmo. E pra vocês? Concordam? O que incluiriam?

domingo, 24 de janeiro de 2016

Top 10: O que eu sinto falta e só tenho no Brasil

São muitas as coisas das quais sinto falta estando longe do Brasil, assim como terão muitas coisas das quais sentirei falta daqui quando eu voltar. Fiquei aqui refletindo e selecionei 10 das que mais sinto falta, obviamente que são mais de 10, mas vamos as principais.

1. Requeijão
Me explica isso, por que não tem requeijão aqui? Sinto falta de pastel, muita, mas poderia muito bem me virar nos 30 e fazer, só que meu sabor favorito é frango com Catupiry, então a saudade do pastel nunca será saciada, afinal, cadê o Catupiry?
Sinto falta do Toddy também, e não me venham com aquele papinho de substituição pois Nesquik jamais será Toddy, nunca! Beleza, minha mãe trouxe Toddy para mim quando veio me visitar, pensei que estava completa, mas calma, cadê meu pão com requeijão? É requeijão, você me faz uma falta aqui.

2. Sábado a tarde
Sabe aquela feijoadinha ou aquele churrasquinho de sábado a tarde? Aquele com pagode e cerveja ao lado dos amigos? É meu querido, se você costuma ter esse tipo de evento na sua vida social, vai fazer falta sim. E não só porque seus amigos não são os mesmos, ou porque aqui não tem pagode, feijoada e churrasco, é porque não tem mesmo, e ainda que você tente reproduzir, não será a mesma coisa. E olha, faz falta...

3. Poder beber na rua
Quem lê isso pensa que eu sou uma alcoólatra, mas não é isso. Eu moro na praia aqui, pensa num dia de praia com os amigos sem cerveja porque não pode álcool em ambiente aberto. Pensa numa fila de balada sem um copinho na mão. Pensa num posto de gasolina vazio numa sexta-feira a noite. Pensa que aqui, a não ser que você disfarce a garrafa, não se pode beber nem no carro, a bebida (caso alcoólica) deve ficar no porta-malas. Um tremendo pé no saco.

4. Rodízio de pizza e, A PIZZA
Eu sou fanática por pizza, sério, todo final de semana tem que ter aquela de frango com Catupiry marota. Primeiro de tudo, vale ressaltar que, não suporto a pizza daqui. É sem criatividade e lotada de molho e queijo. Os sabores são sem variedade nenhuma e a massa parece mais um pão francês. Então sim, sinto muita falta da nossa pizza. E do rodízio de pizza, com aquelas massas bem fininhas e crocantes para que seja possível provar todos os sabores, ai ai, só de escrever já salivei aqui...

5. Parcelar no cartão de crédito
Sei que tem um lado bom, aquele que você aprende a organizar a sua grana, pensar melhor se deve ou não comprar certa coisa, abrir mão de uma ou duas coisas para comprar o que você quer. Mas sério, é um saco fica juntando dinheiro meses e meses para comprar algo e ficar naquela puta ansiedade de ter o produto, só tendo depois que juntar toda a grana. Sofri desse problema para comprar o meu computador, a foi um saco.

6. Manicure, pedicure e depilação
Minha unha não vê esmalte há meses, e sobre cutículas, nossa, melhor nem comentar. No pé eu nem limpo os cantinhos, só corto as unhas e tá pronto, acho que só pintei duas vezes durante o ano todo.
E o que falar da minha sobrancelha? Nossa senhora, quando eu voltar a menina que faz a minha sobrancelha vai precisar fazer reconstrução aqui. Também não vejo cera desde que saí do Brasil, e meu cabelo? Eu que tirei as pontinhas. Não porque não tenham todos esses serviços aqui, e sim porque o custo e benefício dos mesmo não valem NADA a pena, são caríssimos e muito diferente dos nossos.

7. Eventos familiares
Adoro esse negócio de juntar todo mundo para um almoço de domingo mesmo sem ter motivo nenhum pra comemorar. Junta todo mundo na páscoa, Natal, aniversário, festa junina... Tudo é motivo para uma boa comilança entre parentes, e tem coisa mais gostosa que isso? Domingo, família, conversa boa, comida melhor ainda, sobremesas saborosas, risadas, brigas, choros... Ah, eventos familiares brasileiros são BEM mais legais e fazem MUITA falta sim!

8. Chocolate branco
Geeeeeeente, cadê o chocolate branco daqui? Eu amo chocolate branco mais do que tudo nessa vida, mas cadê????? Aqui não tem. Para não dizer que não tem, já vi três opções: Reese's de chocolate branco, Hershey's cookies 'n' cream e um da Lind't, mas não, eu quero Laka e Galak meu senhor, é isso que eu quero, tá? E não, aqui não tem...

9. Café da tarde
Tudo bem que aqui temos o Brunch, mas eu realmente sinto muita falta do cafezinho da tarde. Não era sempre, mas era bem comum lá em casa (e provavelmente ainda é), comprar pão, frios, bolo Pullman, fazer um café e tomar um bom café da tarde. Muitas vezes esse café substituiu o meu jantar e é desse tipo de café que eu sinto MUITA FALTA. Ainda mais na cia dos meus pais, irmãos, tios, primos... Delícia.

10.  Hotdog decente
Ah, que saudade do "dogão" de São Paulo. Purê, catupiry, batata palha, milho, vinagrete, salsicha... Tuuuuudo e, de quebra, prensado!
Que o Hotdog daqui é sem graça você provavelmente já ouviu falar, mas nem é só isso, a salsicha tem outro sabor, o molhinho é horrível, o pão é seco. E também descobri que não é no Brasil todo que o Hotdog é o mesmo, por isso digo, saudades do "dogão" de São Paulo, SIM, com MUUUITO purê de batata, porque sim!

E esse é meu Top 10 do que mais sinto falta no Brasil, e você? Sente falta do que?

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Homesick: Os 5 tipos e como lidar?

Existem mais de 5 tipos (eu sei que existem inúmeros, mas precisava limitar né?)de homesick, a ao mesmo tempo apenas um: SAUDADE. Não temos uma saudade física, é uma coisa muito maior que isso. É saudade do cheiro, saudade do sabor, saudade do calor, saudade de vozes, texturas, sorrisos, abraços. Saudade da zona de conforto que a gente só encontra quando está lá, não sei onde, mas lá e não aqui.
A homesick geralmente provem de algo, como assim, sigam meu raciocínio e entenderão, mas para isso, vamos aos 5 tipos de homesick que podem (ou não) surgir na sua vida de Au Pair:

1º: Homesick após um final de semana
Essa é difícil e constante. E quando nesse final de semana você ainda faz uma viagem super da hora então? Nossa, homesick na certa! É de lei gente, sabe aquela sensação de tristeza que a gente tem todo domingo de que o final de semana já se foi e que lá vem mais uma semaninha daquelas? Então, é tipo assim só que pior.
2º: Homesick após as férias
Difícil não? Sejam férias de um ou duas semanas, a volta será BEM DIFÍCIL. Também é bem parecido com o que sentimos quando as férias acabam no Brasil, só que pior, claro.
3º: Homesick após receber alguma visita de alguém do Brasil
Vou falar que passou rápido para mim, mas olha, enquanto estava aqui batendo no peito ela doeu DEMAIS. Mas tenho amigas que receberam a família e renovaram as energias, outras ficaram mal por semanas e semanas, então depende de cada pessoa, mas no geral rola uma homesick braba por causa disso.
4º: Homesick quando chega algum feriado brasileiro
Começou no Carnaval, se prolongou pela Páscoa e continua aqui, só esperando pelo Natal e Ano Novo. Pra mim é a homesick que dói mais, mas tem gente que nem liga muito. Minha família brasileira é muito ligada em feriados e geralmente comemora junto, faz festa e tudo o mais. Nossa, é muito ruim ver eles comemorando e curtindo todos juntos lá enquanto eu estou aqui e muitas vezes até trabalhando.
5º: Homesick quando você percebe que a vida continua sem você
Essa é aquela homesick que ensina a viver, ou melhor, viver por si mesma e mais ninguém. Não tem data ou hora para acontecer, mas vai! Vai acontecer quando você ver foto dos seus amigos todos juntos comemorando o aniversário de alguém, quando sua família fizer um churrasco daqueles, quando alguém casar, quando algum neném nascer, quando alguém se formar, quando alguém terminar ou começar um namoro, quando TUDO acontecer e você estiver longe, sabe?

A principal dica que eu posso dar para tratar a homesick é MANTER O FOCO. Pensa que daqui um ou dois anos você vai estar lá, que sua família sempre vai ser sua família apesar da distância, que seus amigos, se forem amigos mesmos, nada vai mudar. Os feriados e churrascos vão acontecer de novo, outros casamentos e aniversários estão por vir. 
Quando voltar de um final de semana, já comece a planejar o próximo. Quando voltar de alguma viagem, já vai se organizando para a próxima. Não deixa a cabeça para NEM POR UM SEGUNDO. Porque a vida de todo mundo tá acontecendo lá no Brasil, tá sim, mas a sua também está. E quer saber o que mais? A sua vida aqui é passageira, faça dessa experiência a melhor da sua vida. Se desprenda, aprenda, viva, se relacione, chore, sorria, viaje, estude, seja o melhor que você é capaz de ser, se doe e se abra para receber qualquer tipo de conhecimento e experiência. Tire foto de tudo, mas mantenha a sua memória a milhão. Ninguém pode viver a sua vida por você, e você também não pode viver a vida de ninguém. Acredite, somos muitos, mas ainda existem muitos que queriam estar no seu lugar. Não perca o foco, não se esqueça o porquê de você ter embarcado naquele avião, e vá seguindo, porque o tempo VOA e a homesick faz parte.