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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Participar ou não dos meetings mensais?

Para quem não sabe, quando se é Au Pair, existe uma pessoa responsável por você e pelas outras Au Pairs da região onde você mora que cuidam do seu relacionamento com a hostfamily, buscam ver se você e a família estão cumprindo as regras, te ajuda com dúvidas, documentos e coisas relacionadas ao programa, enfim, uma responsável que é conhecida por nós Au Pairs como LCC.
Eu tive 4 durante o meu período como Au Pair e isso foi um probleminha. Logo que cheguei a responsável era muito divertida e empolgada, o que fazia com que os encontros semanais de Au Pairs fossem legais e interessantes.
Sim, existem encontros de Au Pairs mensalmente e é responsabilidade da LCC. Ela que vai planejar e pensar em algo divertido, ou não.
O meu primeiro encontro foi na casa da própria LCC e ela meio que serviu um chá pra nós. Eu fui por dois motivos: conhecer as meninas e a LCC, e porque eu tinha acabado de chegar nos EUA e não saberia falar não.
O segundo foi num café e foi um dos mais gostosos, porque só tinham meninas muito muito legais e que eu gostava muito. E quando tinham esses encontrinho a gente se aproximava ainda mais, planejava viagens e passeios. Era muito legal!
Depois tive um terceiro que foi na praia e logo em seguida trocaram a minha LCC. E a nova era muito chatinha... Sei que também tenho parte da culpa por gostar muito da anterior, mas ai gente, não dava. Ela planejava umas coisas muito sem noção, isso sem contar que eram sempre em dias e horários que quase ninguém podia ir.
O tempo foi passando, trocaram ela por uma outra e depois por mais outra. Essa última, a Emily, era MUITO querida e fazia questão de saber como nós estávamos, isso sem contar que sempre organizava meetings muito legais e insistia MUITO para que todas as meninas da região fossem.
Quando se é Au Pair há muito tempo, naturalmente nasce uma preguiça de novas Au Pairs. Não é maldade, é só que elas vão querer coisas diferentes, coisas que você já quis ou já fez, então fica difícil.
Eu voltei a ir aos encontros, se eu não me engano foram 4 até que voltei para o Brasil e olha, foi muito bom. Eu percebi que não conhecia mais nenhuma das meninas que morava na região, as que conhecia estavam pra ir embora na mesma época que eu, e foi muito gostoso.
Tinham meninas de todos os lugares, Colombia, Alemanha, Austria, França, Tailândia, Japão. E olha o quanto eu perdi por não ter ido em todos os encontros. O quanto eu não teria aprendido sobre pessoas e diferentes culturas?
Eu realmente comecei a ir porque a nova LCC tinha ideias legais e isso influencia muito. Então se a sua LCC só planeja coisas chatas, dê palpite, dê ideias. Pesquise lugares e coisas legais que a sua região oferece. As vezes um parque, um café, algum festival. Qualquer coisa.
Esses últimos quatro encontros que eu fui foram: laser tag (tipo paintball), uma ida a um jogo de baseball, um brunch com caça ao tesouro na praia e um bonfire (fogueira) na beira da praia.
Esses encontros mensais são muito bacanas principalmente porque, caso você queira ir, é obrigação da sua hostfamily deixar, pagar e levar. Sim, isso está no contrato e é regra.
Então, meus caros, acho que os meetings são sim de extrema importância e o meu conselho é que você se esforce e vá. E mais, aconselho que vocês convençam todas as meninas a irem pra ficar ainda mais legal.
Você vai conhecer pessoas e ter momentos muito legais nesses encontros. Mas não faça disso uma obrigação e não vá só pra ser legal. Vá de coração aberto mesmo, viva o momento, sem expectativas. E participe, participe de tudo o que o mundo Au Pair oferece. QUALQUER COISA é experiência e lembrança, e na vida isso é o que mais vale a pena, eu garanto!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O fantasma de extensão

E quando eu estava achando que tinha o controle da situação, chega o e-mail da agência dizendo que estava na hora de decidir sobre a extensão. O e-mail chegou na primeira semana de agosto, dias antes de eu embarcar para as minhas férias no Hawaii e, pelos meus cálculos, a agência mandou-o assim que atingi a metade do programa, ou seja, 6 meses como Au Pair.
E daí surgem aquelas perguntas todas: Estender ou não estender? Com a mesma hostfamily ou com outra? Por 6, 9 ou 12 meses? E para mim, antes que eu tivesse que oficialmente tomar essas decisões, era algo simples, ou é ou não é, mas não foi bem assim que aconteceu e eu vou contar um pouquinho de como esse fantasminha conseguiu me assombrar legal, e de quebra darei dicas para quem também está sendo assombrado por isso, fiz muitas coisas que não recomendo mas também consigo dizer algumas que funcionaram comigo.

ESTENDER OU NÃO ESTENDER?
Essa é uma pergunta que muitas Au Pairs que eu conheço nunca tiveram, a maioria tem certeza de que só quer ficar um ano ou tem certeza de que vai estender desde que saiu de lá do Brasil. Se você cabe em um desses dois exemplos que eu dei, PARABÉNS, você se livrou de uma dor de cabeça terrível.
Depois de eu cair na besteira de sair pedindo a opinião dos outros como se não houvesse amanhã, e já deixo claríssimo aqui que esse foi o pior erro que cometi enquanto tomava essa decisão, sentei comigo mesmo quietinha no meu quarto e voltei lá no comecinho, quando eu ainda estava embarcando nessa aventura.
Quando a gente está se organizando para um intercâmbio sempre existe uma lista de coisas que queremos cumprir durante esse período, entre essas coisas: Viagens, passeios, cursos, compras e por aí vai. O que eu fiz foi pegar aquela minha listinhas de coisas para fazer durante o meu intercâmbio e analisei quantas e quais delas eu cumpri, com o intuito de: Se eu cumpri tudo, não vou estender, se ainda tenho coisas para cumprir, vou ficar por aqui. Faz sentido não faz? Para mim fez todo o sentido... E então decidi que ia estender.

COM A MESMA HOSTFAMILY OU COM OUTRA?
E foi nessa pergunta que eu cai em contradição, pois desde sempre eu afirmava e batia o martelo que se eu optasse pela extensão, JAMAIS seria com a mesma hostfamily, porque eu queria uma nova experiência, porque eu queria morar em algum outro lugar, e porque isso e aquilo...
A essa altura você já entendeu que eu decidi ficar com a minha família né? E vou explicar as minhas razões. A minha primeira razão deu-se a partir da resposta que dei para aquela pergunta acima: "E aí, você cumpriu tudo que queria cumprir?". Porque incrivelmente a resposta foi sim. Daí você se encontra confuso: "Mas calma, se você cumpriu o que tinha que cumprir, estendeu por quê?". Eu sei, parece confuso, mas não é. 
Depois que chegamos aqui, certas realidades mudam. Eu vim com um planejamento de quem receberia $200 semanalmente, só que eu faço bastante horas extras aqui na minha família, e isso faz com que eu ganhe um pouquinho a mais, o que fez com que eu começasse a juntar dinheiro e mandá-lo para o Brasil. Minha lógica é a seguinte: se eu vim com a intenção de receber $200, tudo que vier a mais dá para eu juntar. E desde então eu tenho juntado um dinheirinho, ou seja, além das metas que eu tinha antes de vir, criei uma nova, e estendi para conseguir juntar mais dinheiro.
E se a minha intenção é essa, juntar dinheiro, por que motivos eu estenderia com outra família? Já conheço a rotina da minha, tenho as hostkids mais lindas e amadas do mundo, tenho meu carrinho, não trabalho de final de semana e ainda por cima ganho hora extra. Pra quê ter todo o trabalho e passar por toda aquela ansiedade de ter entrevistas com hostfamilies tudo de novo, ter que se preocupar com mudança, tirar outra carteira de motorista, trocar uma família que já algo que você conhece por algo que você não tem ideia, enfim...
Se a minha intenção fosse conhecer mais lugares, viver uma experiência diferente ou algo do tipo, eu com certeza estenderia com outra família e em algum outro lugar, mas no meu caso e a partir dos meus objetivos não valeria a pena e muito menos a dor de cabeça.

POR 6, 9 OU 12 MESES?
Dentro dessa pergunta deve surgir uma outra pergunta: "Quanto tempo a mais eu aguento?". Eu aguento de saudade, eu aguento trabalhar em algo que não me agrada, eu aguento morar com os meus chefes, eu aguento ficar fora da minha zona de conforto... Além disso, eu também me perguntei "quanto tempo eu preciso?". Eu não tenho pretensão nenhuma de morar aqui nos EUA para sempre, não me adaptei nem me identifiquei com a vida aqui, quero muito e vou voltar para o Brasil porque sinto que minha vida é lá, tendo em mente que esse intercâmbio é apenas uma fase temporária da minha vida, eu tenho que avaliar quanto tempo eu preciso estar dentro dessa etapa para conquistar aquilo que planejei conquistar, simples. 
Avalie os seus objetivos para o DEPOIS do intercâmbio também, calcule a data que você irá voltar se estender por 6 meses, a data que você voltará se ficar mais um ano, o que você vai fazer quando voltar? Descansar um mês, procurar emprego, voltar para a faculdade, começar um curso novo. Tudo isso são coisas que devem ser analisadas. E então vai ser mais fácil de tomar essa decisão com relação ao tempo em que você irá estender.

DICA IMPORTANTE:
Não acho que você não deva pedir a opinião das pessoas, não é isso, mas eu sinceramente acho que você deva avaliar A QUEM você está pedindo opinião. Entendo que a sua mãe, por exemplo, é uma pessoa influenciadora na sua vida, mas ela muito provavelmente não sabe o que você vive aqui, não 100%, pelo menos. 
Eu sempre fui uma pessoa muito decidida das coisas que quero para mim e para a minha vida, e mesmo assim tive muita dificuldade em decidir sobre a minha extensão, e hoje com a decisão certa percebo que o meu maior erro foi pedir a opinião dos outros. Ainda mais porque o Brasil está em crise e todo mundo acha que qualquer que seja a vida que você está levando fora do país seja melhor do que voltar para o mesmo.
Então fique em silêncio consigo mesmo, pegue um papel e uma caneta, liste os pós e contras de todas as opções que você tem, avalie as suas metas e objetivos, avalie o seu psicológico e tome essa decisão por você e pela sua FELICIDADE, ou pelo menos a fim de encontra-lá.

domingo, 12 de abril de 2015

Curso: Informações e Dicas

Primeira e talvez mais importante dica que eu dou sobre cursos é: NÃO DEIXE PARA ÚLTIMA HORA. Independente das suas intenções de extensão ou não, sério. O tempo passa muito rápido e se você ficar protelando pode acabar se atrapalhando no final das contas, como aconteceu comigo. E eu não sei vocês, mas estudar aqui era um dos meus principais objetivos, então aproveite a oportunidade.
Para quem ainda não sabe, nós Au Pairs precisamos de um total de 6 créditos ou 60 horas de curso, e o que isso significa? Bom, as horas são as horas mesmo, ou seja, se você somou um total de 60 horas de curso, beleza, tá livre disso. Os créditos são umas equivalências que alguns cursos aqui nos Estados Unidos dão, por coincidência, um curso de 40 horas que eu fiz me gerou 4 créditos, mas não é uma regra (tipo, 10 horas igual a 1 crédito), pode ser que um curso que tenha menos de 60 horas te ofereça 6 créditos, temos que nos informar mesmo.
Sabendo disso, muito provavelmente na sua primeira semana aqui a LCC irá lhe fazer uma visita e te informar sobre algumas regrinhas e detalhes do programa, e é quando ela te passará uma lista das universidades e escolas CREDENCIADAS com a agência. Porque sim, aí está o primeiro erro que eu cometi.
Eu achei que qualquer curso que eu fizesse, em qualquer lugar, contanto que o professor ou coordenador assinasse a minha papelada, estava valendo, mas não, não estava. As escolas devem ser credenciadas com a agência, então assim, você terá uma lista das principais escolas e universidades, porém você achou um curso mais interessante em uma outra escola X e, a não ser que você queira fazê-lo independente se ele vale algo ou não para agência, pergunte para a sua LCC se vale, ou você fará cursos e mais cursos "para nada".
E por que eu coloquei o "para nada" entre aspas? Simples, porque os cursos que eu fiz achando que valiam créditos mas que na realidade não valiam, valeram muito a pena, me agregaram muito conhecimento e, por sinal, ainda estou comparecendo as aulas. Então assim, se o seu schedule permite, faça a maior quantidade de cursos que você puder, existem muitas opções gratuitas e, além de com certeza te agregar algo, vai te manter ocupado.
Agora vou falar um pouco sobre a minha experiência, sobre os tipos de curso, valores e dicas. Espero que esclareça e ajude vocês, porque acho que esse tema é muito interessante, pelo menos eu gostaria de ter lido um post como esse antes de ter vindo para cá e não tive a oportunidade.

ESL GRATUITO

Pela quantidade absurda de imigrantes que o EUA abriga, qualquer cidadezinha e cantinho tem uma biblioteca ou igreja que ofereça ESL gratuito. ESL, para quem não sabe o que é, significa English as Second Language, ou seja, inglês como segunda língua.
E o curso é exatamente isso, inglês para imigrantes. Aqui onde eu moro existem vários e eu vou em duas, uma de nível intermediário e outra avançado. E se todas as ESL gratuitas forem parecidas com essas que eu faço, eu recomendo MUITO.
Várias atividades interessantes, relembrei várias coisas que já tinha estudado antes e aprendi muitas outras, isso sem contar leituras e interpretações E conhecer pessoas de todo canto do mundo, na minha sala tinha gente até do Egito.
Infelizmente esse curso não me vale crédito algum ou horas (pelo menos para a minha agência não vale), mas ainda assim tá valendo muito para a minha evolução e conhecimento.

CURSO DE EXTENSÃO EM UNIVERSIDADES

"Countinuing classes" ou "extension classes" são cursos oferecidos para aqueles que querem "continuar os estudos", tipo uma pós graduação, só que de curta duração, então coloca no Google e veja algum pertinho de você. Alguns terão pré-requesitos, como TOIC ou TOEFL, ou até mesmo uma provinha sabe? Mas depende muito da área do curso e da universidade.
As áreas são bem variadas, mas as mais fáceis de comum de se achar são Tecnologia da Informação, Educação, Administração, Direito e Artes, pelo menos são as que eu mais vejo aqui onde eu moro.
Estou fazendo um curso de extensão na UCI (Universidade da Califórnia de Irvine), que se chama Fundamentos de Recursos Humanos, MUITO BOM. O valor do curso foi $520 mais um livro que me custou $16. O curso dura um trimestre e vale 4 créditos/40 horas. Estou adorando, é puxadinho, mas só de saber o quanto isso vai me agregar como profissional nem ligo de me esforçar e estudar bastante para acompanhar. E sim, o resto dos créditos sairão do meu bolso, já que a bolsa foi toda nesse daí...

WEEKEND CLASS (CURSO DE FINAL DE SEMANA)
Essa é uma boa opção para quem tem pressa em completar as horas/créditos. São cursos que as agências de Au Pair criam em parceria com escolas e universidades para oferecer a nós um caminho de conseguir os créditos de uma forma prática e mais em conta.
Geralmente esses cursos são oferecidos em grandes cidades por todo o país, então, caso você tenha interesse, dá uma pesquisada na internet e pergunte para a sua LCC sobre esse tipo de curso. De repente é uma boa oportunidade de juntar o útil ao agradável. Você pode morar em Chicago e se inscrever nesse curso em San Francisco, daí combina com a sua hostfamily de ir um dia antes ou voltar um dia depois e já aproveita para turistar por lá.
Os temas dos cursos, geralmente, são sobre cultura, sobre o lugar onde o curso está acontecendo, sobre expectativas... Nada muito específico sabe? E ele geralmente fica dentro do valor da nossa bolsa, $500, e nos oferece todos os créditos e horas necessárias.
Uptade: Eu fiz um desses cursos de final de semana para completar os meus créditos, porque eu mesma não segui o que disse nesse post e deixei tudo para a última hora. Então fiz um post mais detalhado sobre o curso, se quiser saber mais clique aqui.

Outras duas informações que posso te dar são: Cursos online não valem de jeito nenhum E existem Community Colleges que oferecem cursos a preços muito acessíveis ou até gratuitos, esse valem muito a pena, então perguntem para a LCC de vocês sobre essas opções perto de você.
E é isso galerinha, vamos fazer valer o intercâmbio né? Vamos estudar, porque conhecimento é a única coisa que vai com a gente pro túmulo.